Governo curdo qualifica medidas de Bagdá contra Curdistão de "castigo"

Erbil (Iraque), 28 set (EFE).- O Governo do Curdistão iraquiano rejeitou nesta quinta-feira as medidas anunciadas pelas autoridades centrais de Bagdá, que ameaçaram suspender os voos para e desde esta região a partir de amanhã, entre outros "castigos" pela realização de um referendo de independência.

Em comunicado divulgado pela televisão curda "Rudaw", o Governo do Curdistão qualificou essas medidas de "castigo coletivo", incluída a ameaça de tomar o controle das denominadas "zonas disputadas", administradas por Bagdá, mas que estão atualmente em mãos das forças curdas "peshmerga".

A nota destacou que "desdobrar tropas nas áreas disputadas viola o artigo 9 da Constituição iraquiana, que estipula que as forças armadas e de segurança iraquianas não podem ser usadas contra algum dos componentes da sociedade do Iraque".

Além disso, sublinhou que "a proibição de viajar aos aeroportos do Curdistão é completamente ilegal e inconstitucional, e contradiz as normas e regulamentos" internacionais e que Bagdá não tem o poder de fechar as "passagens fronteiriças".

A reação do Governo curdo chega ocorre que Bagdá deu um prazo até amanhã às autoridades locais para que entreguem o controle dos dois aeroportos de Erbil e Suleimaniya, e das passagens terrestres que levam à região.

Ontem, as companhias aéreas estatais do Egito, Jordânia e Líbano, e todas as companhias turcas anunciaram que deixarão de voar ao Curdistão iraquiano a partir de sexta-feira, a pedido das autoridades de Aviação Civil do Iraque.

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