Chefe anticorrupção e outros 4 líderes deixam cúpula do PCCh

Pequim, 24 out (EFE).- Cinco dos sete principais líderes do Partido Comunista da China (PCCh), entre eles o chefe anticorrupção Wang Qishan, não estão no novo Comitê Central da formação, o que confirma que deixarão sua posição no poderoso Comitê Permanente de sete pessoas que controla o regime.

Segundo a lista dos novos 204 membros do Comitê Central eleito nesta terça-feira e que foi publicada pela agência oficial "Xinhua", deixam a cúpula do PCCh tanto Wang como Zhang Dejiang (presidente do Legislativo chinês), Yu Zhengsheng (à frente da câmara alta), Liu Yunshan (chefe de propaganda) e Zhang Gaoli (vice-primeiro ministro).

Dos sete membros do anterior Comitê Permanente, cuja nova composição será conhecida amanhã, só se mantêm no Comitê Central os dois principais: o presidente do país, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Keqiang, que muito provavelmente estarão amanhã no grupo de sete líderes máximos da legenda.

Regras não escritas no PCCh estabelecem que os altos cargos na formação devem deixar seus postos se ultrapassarem os 68 anos, idade que os cinco cargos "aposentados" hoje superam.

No entanto, havia certas dúvidas sobre se Wang Qishan se retiraria, dada a enorme cota de poder que conquistou como coordenador da agressiva campanha anticorrupção que dirigiu.

Nessa campanha foram sancionados 1,5 milhão de altos cargos do PCCh, uma organização com 90 milhões de membros, e entre os castigados figuram ex-ministros como Zhou Yongkang e Bo Xilai, além do antigo secretário pessoal do ex-presidente Hu Jintao, Ling Jihua.

Xinhua também publicou hoje a composição da nova Comissão Central de Inspeção e Disciplina, o braço anticorrupção do PCCh, em que tampouco figura Wang, até agora seu secretário, razão pela qual se dá como certo que também deixe de dirigir essa campanha antifraude.

Analistas dos bastidores do PCCh anteciparam que se Wang tivesse sido mantido no novo Comitê Permanente do Partido nos próximos cinco anos, quebrando as normas de idade, isso poderia ser usado por Xi para fazer o mesmo no próximo Congresso em 2022, postulando-se assim para um terceiro mandato.

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