Protestos marcam primeiro discurso de Trump sobre o Estado da União

Washington, 30 jan (EFE).- Vários protestos foram registrados nesta terça-feira em Washington devido ao primeiro discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Estado da União, com o objetivo de questionar a retórica e as políticas do republicano durante seu primeiro ano na Casa Branca.

Enquanto Trump subia ao palanque da Câmara de Representantes dos EUA, imigrantes sem documentos, mulheres, representantes de grupos LGBT e outros organizaram eventos para protestar contra o discurso.

Mulheres e membros de organizações LBGT organizaram um evento, batizado como o "Estado da nossa União", no Clube Nacional de Imprensa de Washington, perto da Casa Branca.

"Donald Trump está criando um clima hostil para nós. As mulheres do país estão atuando para parar a agenda perigosa deste governo", disse à Agência Efe a presidente da Aliança Nacional de Trabalhadoras Domésticas, Ay-jen Poo.

Poo destacou o crescimento do movimento desde a primeira Marcha das Mulheres organizada já no governo Trump e defendeu um país no qual reinem os valores da igualdade.

"O presidente busca nos dividir", resumiu.

Outra das oradoras do evento foi Catalina, filha de Laura Peniche, uma imigrante mexicana sem documentos e beneficiária do programa Ação Diferida para os Chegados na Infância (Daca), que protege jovens que chegaram ao país quando crianças da deportação.

"Estou irritada pelo que ele está fazendo com a migração. Ele pode deportar minha mãe. Se ele o fizer, tudo será muito ruim", afirmou à Efe a jovem, de apenas dez anos.

A poucas ruas do evento, uma manifestação contra o presidente foi convocada para que ele pudesse vê-la do carro que o levaria da Casa Branca ao Capitólio. O protesto foi mantido apesar das avenidas bloqueadas pela polícia por causa do discurso do Estado da União.

Por outro lado, jovens imigrantes sem documentos se reuniram para criticar as políticas migratórias do presidente e simbolizaram os efeitos das medidas de Trump com uma procissão fúnebre do lado de fora do Capitólio, onde o republicano faz seu discurso.

"Eles já mataram as perspectivas para um ato para os sonhadores", disse um dos manifestantes, citando a possibilidade de os jovens beneficiados pelo Daca terem sua situação regularizada.

O diretor executivo da associação Casa, Gustavo Torres, disse que a última proposta feita pela Casa Branca é "radicalmente" anti-imigração e tem as "impressões digitais dos racistas mais extremos do governo".

Torres se referia à proposta que contempla a legalização da situação de 1,8 milhão desses "sonhadores", um número superior aos 690 mil protegidos pelo Daca. Em troca, Trump quer a aprovação de US$ 25 bilhões para construir um muro na fronteira com o México.

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