Figuras importantes do degelo acompanham Kim e Moon na cúpula intercoreana

Goyang (Coreia do Sul), 26 abr (EFE).- Quatro figuras que foram capitais para a aproximação intercoreana estão sentadas nesta sexta-feira ao lado dos líderes das duas Coreias, na primeira rodada de conversações da cúpula para discutir a possível desnuclearização do regime.

O presidente sul-coreano, Moon Jae in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se sentaram frente a frente na mesa oval de dialogo com dois acompanhantes cada um, em uma reunião que começou às 10h15 (hora local), no lado sul da fronteira entre os dois países que tecnicamente permanecem em guerra.

No lado norte-coreano, à esquerda de Kim, foi colocada sua irmã, Kim Yo-jong, responsável pela propaganda e, pelo visto nos últimos meses, uma conselheira indispensável para o marechal.

Ela se tornou no mês de fevereiro no primeiro membro da dinastia Kim a pisar em solo sul-coreano, quando viajou para os Jogos Olímpicos de Inverno e iniciou as frenéticas rodadas de atividade diplomática que levaram à convocação desta cúpula e que Kim planeja ter com Donald Trump em maio ou junho.

À direita do líder norte-coreano estava Kim Yong-chol, vice-presidente da Comissão Central do partido único norte-coreano, que também viajou recentemente para o Sul com o objetivo de encorajar a reaproximação.

Kim Yong-chol é considerado um dos "falcões" do regime e foi acusado de orquestrar o naufrágio (que deixou 46 marinheiros mortos) de um navio de guerra sul-coreano em 2009, quando era chefe das operações da inteligência militar norte-coreana.

Da sua parte, Moon Jae-in contou ao seu lado com seu chefe de gabinete, Im Jong-seok, e com o chefe do Serviço Nacional de Inteligência (NIS), Suh Hoon.

Suh viajou pessoalmente em março para Pyongyang e Washington, onde se reuniu com Kim e Trump, respectivamente, e nesse sentido tem sido um importante enviado de Seul para a convocação das duas cúpulas históricas.

Já Im desempenhou um papel fundamental na reaproximação com Pyongyang quando ainda era estudante na década de 1980 e, por essa razão, foi preso pela junta militar então chefiada pelo general Chun Doo-hwan e que mantinha uma dura retórica bélica para o regime norte-coreano.

Espera-se que o principal tema ser tratado nas duas rodadas de conversas, de 1h30 cada uma, seja a desnuclearização da península coreana.

Também, a manutenção do diálogo bilateral e a paz permanente entre dois países que continuam tecnicamente em conflito desde o final da Guerra da Coreia, em 1953.

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