Na Arábia Saudita, Pompeo afirma que acordo nuclear falhou em moderar o Irã

Riad, 29 abr (EFE).- O acordo nuclear com o Irã "falhou" no objetivo de moderar o governo do país, e os Estados Unidos irão se retirar do pacto se não for possível renegociá-lo.

As declarações foram feitas neste domingo pelo novo secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que visita a Arábia Saudita.

Pompeo afirmou que, desde a assinatura do acordo, o Irã "só tem se comportado pior em muitas áreas".

O novo chefe da diplomacia americana repetiu o discurso do presidente do país, Donald Trump, de que a Casa Branca irá trabalhar com os aliados europeus para renegociar o acordo nuclear. Caso não for possível, o governo americano se retirará do pacto.

O acordo foi firmado em julho de 2015 entre o Irã e o chamado Grupo 5+1, composto por EUA, Rússia, França, Reino Unido, China e Alemanha.

O ex-diretor da CIA acusou o Irã de ser o maior apoiador do terrorismo no mundo e de desestabilizar toda a região. Pompeo também disse que Teerã promove campanhas de ataques na internet.

De maneira concreta, Pompeo afirmou que o Irã treina e fornece armas para os rebeldes houthis no Iêmen, violando resoluções da ONU, e que apoia o "regime assassino" de Bashar al Assad na Síria.

"Ao contrário do governo anterior, não seremos descuidados em relação ao terrorismo de amplo alcance do Irã. É de fato o maior apoiador do terrorismo no mundo. E estamos decididos a garantir que nunca possuam uma arma nuclear", disse Pompeo.

Sobre o conflito no Iêmen, o novo secretário de Estado afirmou que o país se transformou em um "refúgio seguro" para a Al Qaeda e o Estado Islâmico, o que representa uma ameaça para os EUA.

Além disso, Pompeo ressaltou que a Casa Branca acredita em uma solução política para o Iêmen e apoia os esforços do enviado especial da ONU para o país.

Pompeo conversou com o ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al Yubeir, sobre Irã, Iêmen, Síria, os países do Golfo e das relações entre Washington e Riad. O secretário de Estado considerou os sauditas como um "aliado-chave" para os EUA.

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