UE decide pressionar Venezuela com mais sanções e pede eleições democráticas

Bruxelas, 28 mai (EFE).- Os países da União Europeia (UE) decidiram nesta segunda-feira elevar a pressão sobre a Venezuela após as últimas eleições realizadas no país, consideradas como ilegítimas e que terminaram com a reeleição de Nicolás Maduro.

Representados pelos ministros de Relações Exteriores que se reuniram hoje em Bruxelas, os 28 países-membros do bloco chegaram a um acordo político para aplicar mais sanções sobre integrantes do governo da Venezuela. A lista só deve ser publicada em junho.

Os chanceleres já haviam concordado em janeiro em aplicar punições contra membros do alto escalão do governo pela "repressão" no país. Ativos dos punidos foram congelados no exterior e eles foram proibidos de entrar no território do bloco.

Na declaração de hoje, os ministros afirmaram que os últimos eventos na Venezuela "afastaram ainda mais a possibilidade de uma solução negociada constitucional que garanta o respeito da democracia, o Estado de direito e os direitos humanos".

"A UE atuará com rapidez, de acordo com os procedimentos estabelecidos, com o objetivo de impor medidas restritivas dirigidas e reversíveis adicionais, que não prejudiquem a população venezuelana, cuja difícil situação deseja-se aliviar", afirmaram os chanceleres.

Os países do bloco lamentaram que, apesar dos vários pedidos dos atores políticos nacionais e da comunidade internacional, as eleições do último dia 20 foram realizadas sem acordo.

Os chanceleres europeus criticaram especialmente as prisões e os obstáculos à participação dos opositores no pleito, assim como o descumprimento de "padrões democráticos", citando especialmente o "abuso generalizado dos recursos estatais", a "coação eleitoral" e o "acesso desequilibrado dos candidatos à mídia".

Esses fatores levaram a um pleito "nem livre, nem justo", segundo os ministros de Relações Exteriores dos 28 países-membros do bloco.

"Nestas circunstâncias, as eleições e seus resultados carecem de credibilidade", afirmaram os chanceleres na carta.

A UE pede que todas as instituições eleitas democraticamente sejam reconhecidas na Venezuela, especialmente a Assembleia Nacional, a libertação de todos os presos políticos, a defesa do Estado de direito, dos direitos humanos e das liberdades.

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