HRW denuncia possíveis crimes de guerra de Israel nos protestos em Gaza

Jerusalém, 13 jun (EFE).- A ONG Human Rights Watch (HRW) denunciou nesta quarta-feira as atuações do Exército de Israel durante os protestos palestinos na Faixa de Gaza constituem em "aparentes crimes de guerra", pelos quais se deveriam ser responsabilizados.

Segundo a organização internacional, os oficiais israelenses que autorizaram "o uso reiterado" de força letal "contra manifestantes palestinos que não representavam uma ameaça real para a vida" durante a denominada Grande Marcha do Retorno devem prestar contas.

Desde que começaram as mobilizações nas imediações da cerca de separação do enclave litorâneo, no dia 30 de março, pelo menos 124 palestinos morreram baleados pelas tropas israelenses nos protestos e outros incidentes violentos.

De acordo com a HRW, os casos de vários palestinos feridos nas manifestações entrevistados mostram, "juntamente com fotografias e vídeos, um padrão das forças israelenses que disparam com munição real contra pessoas que não representam uma ameaça iminente à vida".

"Israel deveria pagar uma compensação adequada em todos os casos em que as suas forças dispararam ilegalmente contra pessoas ou mataram seus parentes", acrescenta a entidade, considerando que a Assembleia Geral da ONU deveria aprovar uma resolução com medidas "para garantir a proteção dos palestinos em Gaza".

Além disso, acredita que a ONU deve investigar "todas as violações e abusos" para identificar oficiais israelenses "responsáveis pela emissão de ordens ilegais para abrir fogo", e reivindica que a Corte Penal Internacional abra uma investigação e que os Estados imponham sanções "contra os responsáveis pelas seguidas violações graves dos direitos humanos".

Há dois dias, o Ministério da Saúde da Palestina informou que 25 médicos e socorristas ficaram feridos por disparos israelense durante os protestos, a HRW alertou que atirar contra as equipes médicas só ajuda a deteriorar o sistema de saúde em Gaza.

A ONG denunciou a morte do paramédico Razan Najar, no dia 1º deste mês, e o tiro na perna do médico canadense Tareq Loubani, no mês passado, ambos "claramente identificados" como médicos.

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