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Internacional

EUA reafirmam oposição à anexação da Crimeia após reunião entre Trump e Putin

25/07/2018 16h57

Washington, 25 jul (EFE).- Os Estados Unidos voltaram a afirmar nesta quarta-feira que são contrários à anexação da península da Crimeia pela Rússia em março de 2014, um posicionamento reiterado depois da cúpula entre os presidentes americano, Donald Trump, e russo, Vladimir Putin, em Helsinque, na Finlândia.

A declaração foi feita pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que dará explicações sobre a recente cúpula ainda hoje em uma audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado.

"Os EUA rejeitam a tentativa da Rússia de anexar a Crimeia e se comprometem a manter essa política até que a integridade territorial da Ucrânia seja restaurada", destacou Pompeo.

O chefe da diplomacia americana citou a Declaração Welles de 1940, assinada pelo então secretário de Estado americano, Sumner Welles, na qual os EUA também se opuseram à incorporação forçada dos países bálticos à União Soviética (URSS).

"Como fizemos com a declaração de Welles em 1940, os EUA reafirmam como política a negativa de reconhecer as reivindicações de soberania do Kremlin sobre territórios confiscados pela força e em contradição com o direito internacional", afirmou.

Durante o encontro em Helsinque, Trump e Putin conversaram sobre a situação da Crimeia, mas detalhes do diálogo não foram divulgados.

Em entrevista coletiva após a cúpula, o presidente russo afirmou que sabe a posição de Trump sobre a questão.

"Nós temos outro ponto de vista. Consideramos que um referendo foi feito, de acordo com as leis internacionais. Para nós, essa é uma questão fechada", indicou o presidente russo.

Apesar da declaração de Putin, alguns observadores internacionais temem que Trump mude a posição oficial dos EUA sobre a Crimeia. Durante a cúpula do G7 em junho, o presidente americano chegou a dizer que a região deveria ficar sob o comando do Kremlin porque todos falam russo na península.

Putin assinou o documento de anexação da Crimeia em 18 de março de 2014. A decisão foi condenada de forma unânime pelos países do Ocidente, que reagiram aplicando sanções econômicas à Rússia.

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