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300 mortos: Sul da Índia "se afoga" na pior inundação em 100 anos

Equipes de resgate evacuam população de uma área inundada para um lugar mais seguro em Aluva, no sul do estado de Kerala, na Índia  - Sivaram/Reuters
Equipes de resgate evacuam população de uma área inundada para um lugar mais seguro em Aluva, no sul do estado de Kerala, na Índia Imagem: Sivaram/Reuters

Noemí Jabois

EFE*

18/08/2018 11h54

O estado indiano de Kerala vive há dez dias as piores inundações em um século por causa das torrenciais chuvas de monção, que já deixaram cerca de 300 mortos e mais de 220 mil evacuados em acampamentos de emergências de toda a região.

Enquanto centenas de soldados das equipes de emergências tentam resgatar com cordas, helicópteros e lanchas milhares de pessoas presas pelo aumento do nível da água, o número de mortos não deixa de aumentar neste estado de cerca de 30 milhões de habitantes.

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Um porta-voz da Divisão de Gestão de Desastres do Ministério de Interior indiano, subcomandante Sr.A. Shekhar, confirmou à Agência Efe que só nas últimas 24 horas foram registradas 30 mortes, um número que ontem era de 164 para os últimos dez dias.

Desde 1 de junho, quando a monção chegou a Kerala, morreram 319 pessoas em incidentes relacionados com as precipitações, como deslizamentos de terra e desabamentos, precisou a fonte, que não pôde oferecer um número acumulado dos últimos dez dias.

Nos últimos três meses, cerca de 724 mil pessoas foram amparadas em algum acampamentos de emergência construídos pelas autoridades nos 14 distritos da região e outras 33.179 foram evacuadas pelas equipes de resgate, de acordo com Shekhar.

Segundo informou no Twitter o escritório do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, nos trabalhos de resgate participam 1,3 mil soldados da Força Nacional de Resposta a Desastres (NDRF, em inglês), 435 embarcações e cinco companhias de guardas de fronteiras e outros corpos indianos.

Além disso, estão desdobradas as Forças Armadas.

Concretamente, o Exército enviou a Kerala 790 soldados, enquanto a Marinha e a Guarda Costeira desdobraram 82 e 42 equipes, respectivamente, e foram mobilizados 38 helicópteros para as operações de resgate e outras 20 aeronaves para a distribuição e transferência de materiais.

Imagens divulgadas pelas diferentes agências que participam do resgate mostram pessoas sendo evacuadas em helicóptero desde casas submersas e famílias que são tiradas de lancha por ruas nas quais a água chega até a cintura.

As autoridades também estão repartindo alimentos e produtos básicos com a ajuda de pequenos botes.

O aeroporto internacional de Cochin, capital regional, assim como os serviços de trem e metrô, estão suspensos desde que há vários dias as chuvas aumentaram.

Quase todos os distritos estão em "alerta vermelho" e o Departamento Meteorológico advertiu que as fortes chuvas previstas nessas zonas podem seguir causando danos.

O primeiro-ministro indiano visitou hoje o estado sulista, onde se reuniu com as autoridades locais e realizou uma inspeção aérea para avaliar os danos causados pelo desastre.

"Em reunião organizada para analisar a situação das inundações no estado, o chefe do Governo regional, Pinarayi Vijayan, informou ao primeiro-ministro, Narendra Modi, que o estado sofreu perdas no valor de 195,1 bilhões de rupias (cerca de US$ 2,8 bilhões)", informou o escritório de Vijayan em sua conta do Twitter.

Durante a visita, Modi anunciou uma doação de cerca de US$ 71 milhões para ajudar a lidar com as graves inundações associadas à época de monção, segundo o escritório do chefe de Governo de Kerala.

Os deslizamentos de terra e as inundações são frequentes na época de monção no sul da Ásia, onde a cada ano, além de vítimas, ocorrem grandes danos materiais.

*Com AFP

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