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EUA acusam Irã de testar missíl balístico proibido por Conselho de Segurança

2018-12-01T15:26:00

01/12/2018 15h26

Washington, 1 dez (EFE).- Os Estados Unidos acusaram neste sábado o Irã de violar uma proibição do Conselho de Segurança da ONU ao testar um míssil balístico de médio alcance, com capacidade de atingir partes da Europa e qualquer ponto do Oriente Médio.

"O regime iraniano acaba de testar um míssil balístico de médio alcance que é capaz de levar múltiplas ogivas. O míssil tem capacidade de atingir partes da Europa e qualquer lugar do Oriente Médio", disse em comunicado o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que está na Argentina para participar do G20.

Pompeo afirmou que o teste viola a resolução 2231 do Conselho de Segurança, que proíbe o Irã de realizar qualquer atividade relacionada a mísseis com capacidade de carregar armas nucleares.

Na nota, o secretário de Estado ainda afirmou que os testes de mísseis estão aumentando no Irã, o que pode gera risco de uma escalada de tensão no Oriente Médio.

"Condenamos essas atividades e fazemos uma chamada ao Irã para que cesse imediatamente todas as atividades relacionadas com mísseis balísticos projetados para serem capazes de levar armas nucleares", ressaltou Pompeo no comunicado.

A declaração foi publicada poucos dias depois de o representante especial do governo americano para o Irã, Brian Hook, ter intensificado o tom das acusações contra o país devido ao suposto apoio a grupos armados em conflitos, como o do Iêmen.

Cercado de mísseis, foguetes e fuzis supostamente iranianos que foram capturados com os rebeldes houthis no Iêmen, Hook afirmou que o Irã intensificou sua "atividade maliciosa" na região.

Nos últimos meses, os EUA reintroduziram sanções econômicas suspensas pelo acordo nuclear com o Irã, incluindo as relativas à venda de petróleo por parte do país.

Em novembro, a Casa Branca puniu 700 pessoas e instituições privadas e públicas do país, entre elas a Organização da Energia Atômica do Irã, um esforço para forçar o regime dos aiatolás a negociar um acordo nuclear mais rígido do que o assinado em 2015.

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