Topo

EUA afirmam que violações russas do Tratado INF representam "ameaça"

2018-12-06T22:57:00

06/12/2018 22h57

Washington, 6 dez (EFE).- Os Estados Unidos defenderam nesta quinta-feira seu ultimato à Rússia com relação à possível suspensão do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, conhecido como Tratado INF, por considerar que as violações do mesmo por parte de Moscou representam uma "ameaça" para Washington e a Europa.

"As violações russas representam uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos e a Europa", declarou o embaixador americano na Rússia, Jon Huntsman, durante uma entrevista coletiva telefônica realizada nesta quinta-feira.

O diplomata assegurou que a decisão se justifica, além disso, pelo fato de que "ninguém espera" que a Rússia vá encontrar uma solução para este problema "que eles mesmos criaram".

Mesmo assim, Huntsman expressou sua esperança de que, se Moscou mudar de atitude, finalmente o tratado possa ser salvo.

"A Rússia tem a oportunidade ao longo destes próximos 60 dias de voltar a cumprir com as suas obrigações", considerou.

Na terça-feira passada, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, deu um prazo de 60 dias ao governo do presidente russo, Vladimir Putin, para que volte a cumprir as condições do INF.

"Falamos muito com os russos. Esperamos que mudem o rumo, mas hoje não há nenhuma indicação que tenham a intenção de fazê-lo", disse Pompeo em entrevista coletiva após uma reunião de ministros de Relações Exteriores da OTAN em Bruxelas.

O INF, assinado por ambos países em 1987, foi o primeiro acordo para reduzir os arsenais nucleares e conduziu à eliminação em 1991 de todos os mísseis balísticos e de cruzeiro de médio e curto alcance de ambas potências, um passo-chave para pôr fim às tensões da Guerra Fria.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no último dia 20 de outubro que poria fim a este tratado devido às constantes violações por parte do Kremlin, embora esta advertência não tenha se materializado.

Ambos países concentram no total mais de 90% das armas nucleares do planeta e assinaram em 2011 um novo tratado START de desarmamento para que em 2018 as ogivas que possuem estejam no seu nível mais baixo desde a década de 1950.

Mais Internacional