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Ex-primeiro-ministro paquistanês Sharif é transferido para prisão em Lahore

25/12/2018 07h47

Islamabad, 25 dez (EFE).- O ex-primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif foi transferido nesta terça-feira de uma prisão em Rawalpindi para outra em Kot Lakhpat, na cidade de Lahore, no leste do Paquistão, onde cumprirá uma pena de sete anos por corrupção.

"Foi transferido a Kot Lakhpat entre fortes medidas de segurança em um avião especial de Islamabad. Na prisão, foi preparado para ele um quarto classe B com televisão, colchão, cobertor, aquecimento, uma mesa e uma cadeira", explicou Fazeel Asghar, secretário de Interior do estado do Punjab, que tem Lahore como capital.

Asghar detalhou que o ex-primeiro-ministro viverá no mesmo recinto que o irmão Shahbaz Sharif, também condenado por corrupção, mas localizados em diferentes celas.

O juiz Arshad Malik, do Escritório de Responsabilidade Nacional (NAB, órgão anticorrupção), condenou Nawaz a sete anos de prisão e também o aplicou uma multa de US$ 2,5 milhões por considerar que a empresa Al-Azizia Steel Mills, em nome de um dos seus filhos na Arábia Saudita, pertence ao ex-primeiro-ministro, que não conseguiu provar como financiou esse projeto.

Em compensação, o juiz inocentou Sharif em outro caso de suposta corrupção envolvendo uma empresa de investimentos no Reino Unido.

O ex-primeiro-ministro já havia sido condenado a 10 anos de prisão por possuir quatro apartamentos de luxo em uma prestigiada região de Londres e preso por isso, mas acabou libertado em setembro, enquanto um tribunal estuda o seu recurso.

Sharif, de 68 anos, foi inabilitado em julho de 2017 pelo Tribunal Supremo por não declarar o dinheiro que recebeu de uma empresa de um filho, irregularidade descoberta após a publicação dos Panama Papers.

Esses documentos revelaram em abril de 2016 que três dos quatro filhos de Sharif criaram empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, com as quais controlavam propriedades em Londres, o que levou o Supremo a abrir uma investigação após um ano de protestos da oposição.

A investigação revelou também a existência da empresa Al-Azizia Steel Mills na Arábia Saudita e a companhia de investimentos no Reino Unido. EFE

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