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Mais uma testemunha de investigação envolvendo a Odebrecht é encontrada morta na Colômbia

Rafael Merchán, ex-secretário de Transparência da presidência da Colômbia - Reprodução/Cablenoticias
Rafael Merchán, ex-secretário de Transparência da presidência da Colômbia Imagem: Reprodução/Cablenoticias

Em Bogotá

27/12/2018 18h23Atualizada em 28/12/2018 10h01

Rafael Merchán, ex-secretário de Transparência da presidência da Colômbia e uma das testemunhas da investigação envolvendo a Odebrecht no país, foi encontrado morto nesta quinta-feira em Bogotá, dois meses depois da morte de Jorge Enrique Pizano, outro importante colaborador da Justiça para esclarecer o caso.

"Tristeza infinita pela morte de um grande amigo, extraordinário ser humano, Rafael Merchán. Vai fazer muita falta. Que dor. Que descanse em paz", escreveu no Twitter o ex-senador Carlos Fernando Galán, que era muito próximo ao ex-secretário de Transparência.

Segundo o jornal "El Tiempo", o corpo de Merchán, que tinha 43 anos, foi encontrado em circunstâncias estranhas dentro da casa que ele vivia em Bogotá. O ex-secretário seria testemunha no processo penal contra Luis Fernando Andrade, ex-presidente da Agência Nacional de Infraestrutura (ANI), dentro do caso Odebrecht.

Andrade é acusado de ter cometido os crimes de interesse indevido na celebração de contratos, de ocultação, adulteração ou destruição de elementos materiais probatórios e de falso testemunho.

Os promotores investigam o aditivo do contrato de concessão da Rota do Sol II, assinado por Andrade como presidente da ANI. A Odebrecht liderava o consórcio responsável pelas obras.

Jorge Enrique Pizano morreu após sofrer um infarto. Três dias depois, um de seus filhos, o arquiteto Alejandro Pizano Ponce de León, morreu envenenado após beber uma garrafa de água que estava na escrivaninha do quarto de seu pai.

Pizano trabalhava como auditor e representava o Grupo Aval no contrato de concessão da Rota do Sol. Segundo o Ministério Público da Colômbia, a Odebrecht pagou 84 milhões de pesos (cerca de R$ 100,8 mil) em propinas para vencer a licitação.

O diretor do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses da Colômbia, Carlos Valdés, renunciou ao cargo em meio ao uso polêmico de provas sobre a morte de Pizano. 

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado em uma versão anterior deste texto, a Odebrecht pagou R$ 100,8 mil (84 milhões de pesos) em propina para vencer a licitação na Colômbia. A conversão de valores foi corrigida.

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