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Começa em Hanói cúpula entre Donald Trump e Kim Jong-un

27/02/2019 09h50

Hanói, 27 fev (EFE).- A segunda cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, começou nesta quarta-feira com um cumprimento entre ambos e mensagens de otimismo, oito meses depois do histórico primeiro encontro em Singapura.

Sorridentes e relaxados, Trump e Kim apertaram as mãos assim que se encontraram no hotel Sofitel Metropole de Hanói.

Trump disse então que acredita que a cúpula será "um sucesso" e negou ter diminuídos suas expectativas sobre o processo de desnuclearização da Coreia do Norte.

Ao ser questionado sobre se ao término da cúpula haverá uma declaração bilateral para pôr fim à Guerra da Coreia (1950-53), que encerrou com um cessar-fogo e não um acordo de paz, o presidente americano respondeu: "já veremos".

Os dois líderes voltaram a comparecer diante da imprensa pouco depois, ao início de uma reunião a sós, acompanhados unicamente de seus intérpretes, com uma duração prevista de 20 minutos.

"Tenho certeza que (a cúpula) terá um bom resultado (...). Espero que possamos colher as grandes conquistas que as pessoas esperam", garantiu Kim, sentado à esquerda de Trump.

O líder norte-coreano agradeceu, além disso, a "valente decisão" de Trump de começar a dialogar com seu país e lembrou que ambas as partes conseguiram "superar obstáculos e estar aqui hoje", o que requerer "muita paciência e esforço".

Trump, por sua vez, assegurou que a sua relação com Kim "é realmente boa" e disse que este novo encontro acabará com "um sucesso igual ou maior" do que a cúpula de Singapura.

"O país tem um potencial econômico tremendo, incrível, ilimitado. Acredito que terá um futuro tremendo no seu país, e que o senhor será um grande líder", disse Trump a Kim.

"Desejo ver como isso ocorre e ajudar para que ocorra", acrescentou Trump, que lembrou que a cúpula continuará com mais reuniões na quinta-feira e insinuou que haverá uma entrevista coletiva ao final.

Após a reunião a sós, Trump e Kim devem jantar juntos durante mais de uma hora e meia, acompanhados de quatro assessores mais próximos. EFE