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Segundo Pompeo, Kim "não está pronto" para avançar na desnuclearização

28.fev.2019 - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, se pronuncia em coletiva em Hanói, após fim da cúpula do presidente Donald Trump (ao lado) com o líder norte-coreano Kim Jong-un - Jorge Silva/Reuters
28.fev.2019 - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, se pronuncia em coletiva em Hanói, após fim da cúpula do presidente Donald Trump (ao lado) com o líder norte-coreano Kim Jong-un Imagem: Jorge Silva/Reuters

Em Hanói

28/02/2019 05h45

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse hoje que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, "não estava preparado" para implementar os avanços de desnuclearização que Washington exigiu de Pyongyang na cúpula de Hanói, no Vietnã.

"Pedimos a ele que fizesse mais, mas ele não estava preparado para isso", disse Pompeo, em entrevista coletiva ao lado do presidente americano, Donald Trump, após o término repentino da cúpula sem um acordo entre os dois países.

"Eu gostaria de ter feito mais progressos, mas ainda estou otimista com o avanço que fizemos e isso nos colocou em uma posição favorável para alcançar um bom resultado", acrescentou Pompeo.

A segunda cúpula entre Trump e Kim foi encerrada antes da hora, com o cancelamento de um almoço que se seguiria após a reunião que ambos tiveram pela manhã (fim da noite de ontem e início da madrugada de hoje no Brasil) e da cerimônia em que anunciariam um possível acordo. 

O que era esperado

Esperava-se que a declaração ao final da cúpula servisse para impulsionar o processo de desnuclearização que foi levantado em Singapura, no primeiro encontro entre os dois líderes, e que pouco avançou por conta da ausência de um roteiro.

Na declaração conjunta, acreditava-se que a Coreia do Norte pudesse oferecer um desarmamento parcial centrado em seu complexo nuclear de Yongbyon, onde produz seu combustível para bombas atômicas e que Kim já se ofereceu para desmantelar "permanentemente" em troca de "medidas correspondentes" da Casa Branca.

Essas medidas poderiam incluir um relaxamento das sanções que permitisse reviver projetos de cooperação econômica entre as duas Coreias e uma declaração política para acabar com a Guerra da Coreia, que terminou com um cessar-fogo e não um tratado de paz.

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