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Parlamento britânico decide pedir que UE atrase data do Brexit

14/03/2019 16h00

Londres, 14 mar (EFE).- A Câmara dos Comuns do Reino Unido decidiu nesta quinta-feira, por 412 votos a 202, pedir à União Europeia (UE) que atrase a data para a saída do país do bloco, fixada para o próximo dia 29 de março.

Os deputados respaldaram hoje uma moção governamental que determina que o governo solicitará uma prorrogação do prazo de negociação até 30 de junho se a Câmara aprovar um pacto do Brexit antes de 20 de março - véspera do Conselho Europeu -, ou uma ainda mais longa se não houver acordo.

No segundo caso, de acordo com o texto, o Reino Unido teria que justificar diante dos demais 27 países do bloco "o propósito" da prorrogação e, se a concederem, o país terá que participar das eleições europeias que acontecerão entre os dias 23 e 26 de maio.

A UE reiterou que, se Londres pedir uma ampliação do prazo das negociações, por meio da extensão do artigo 50 do Tratado de Lisboa, deverá explicar o motivo, como prevê pactuar uma proposta majoritária na Câmara dos Comuns e que tipo de relação deseja ter com o bloco comunitário uma vez que estiver fora.

No entanto, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou nesta quinta-feira que, em suas conversas prévias ao Conselho Europeu de 21 e 22 de março, pedirá aos líderes comunitários que aceitem uma prorrogação "longa" se o Reino Unido decidir repensar sua estratégia.

A primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa May, quer submeter seu tratado para a saída da UE à votação pela terceira vez na próxima terça-feira, depois que já foi rejeitado com contundência em 15 de janeiro e em 12 de março.

Nos próximos dias, May espera convencer seus colegas conservadores eurocéticos e seus parceiros parlamentares do Partido Democrático Unionista (DUP) da Irlanda do Norte para que respaldem seu pacto ao invés de arriscar-se a que, com a prorrogação, o Brexit não venha a acontecer.

Ao iniciar hoje o debate nos Comuns, o ministro do Gabinete, David Lidington, explicou que, se o acordo do governo voltar a ser descartado, a Câmara terá "duas semanas" depois da cúpula europeia para votar sobre diferentes opções a fim de definir o roteiro.

Antes de aprovar a moção governamental, os deputados rejeitaram três emendas à mesma, entre elas uma que pedia o adiamento da data de retirada para realizar um segundo referendo do Brexit - após o de 2016 -, que foi descartada por 334 votos contra frente a 85 a favor.

Outra emenda que também foi derrotada foi a do Partido Trabalhista, o maior da oposição, que pedia a ampliação do artigo 50 para dar tempo a que se alcançasse um consenso nos Comuns em torno de um plano alternativo ao do governo. EFE

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