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México pede que Espanha e papa se desculpem por colonização

Presidente do México, Andres Manuel Lopez Obrador  - Gustavo Graf/Reuters
Presidente do México, Andres Manuel Lopez Obrador Imagem: Gustavo Graf/Reuters

25/03/2019 18h27

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, revelou esta segunda-feira (25) que pediu por carta ao rei da Espanha, Felipe VI, e ao papa Francisco que se desculpem pelos abusos cometidos pelos espanhóis durante a "conquista" do México.

"Já enviei uma carta ao rei da Espanha e outra ao papa para que seja feito um relato de agravos e se peça perdão aos povos originais pelas violações do que agora se conhece como direitos humanos", disse o presidente mexicano em um vídeo publicado nas redes sociais.

López Obrador está no estado de Tabasco justamente para lembrar os 500 anos da Batalha de Centla, na qual os indígenas maias-chontales foram derrotados pelas tropas do espanhol Hernán Cortés.

O presidente mexicano refutou o termo "conquista" e disse que "a invasão se fez com a espada e a cruz", além de ter recriminado os "massacres", "imposições" e a construção de igrejas em cima dos templos pré-hispânicos.

"É tempo de dizer que vamos nos reconciliar, mas primeiro peçamos perdão", declarou o presidente mexicano, ressaltando que também se desculpará em nome do Estado mexicano pela "repressão aos povos originais" que ocorreu após a independência do país.

Acompanhado no vídeo por sua esposa, Beatriz Gutiérrez Müller, titular da Coordenação Nacional de Memória e Cultura do México, o presidente sustentou que "temos que pedir perdão para que o ano de 2021 seja o ano da reconciliação histórica".

Em 2021, serão lembrados os 700 anos da fundação de Tenochtitlan, atual Cidade do México, os 500 anos da queda de Tenochtitlan nas mãos dos espanhóis e os 200 anos da independência do México.

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