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Cuba apela à comunidade internacional contra escalada de hostilidade dos EUA

25/04/2019 15h21

Havana, 25 abr (EFE).- O governo de Cuba apelou nesta quinta-feira à comunidade internacional para "deter a insensatez e a irresponsabilidade" das novas sanções que foram impostas pelos Estados Unidos.

"O mundo não pode se permitir permanecer impassível enquanto se convoca para destroçar países impunemente", disse em entrevista coletiva o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, que ressaltou que "deve se atuar antes que seja tarde demais (...) pelo bem dos povos de Cuba, dos EUA e todos os do planeta".

Os EUA anunciaram na semana passada medidas adicionais de endurecimento do embargo que afetam as remessas e as viagens, assim como a ativação do artigo III da lei Helms-Burton que permite processar em cortes americanas empresas que estejam se beneficiando de propriedades confiscadas em Cuba após a revolução de 1959.

Rodríguez convocou governos, parlamentos, movimentos sociais e o mundo da cultura e da ciência - assim como confiou na ação da Assembleia Geral da ONU, da Organização Mundial do Comércio (OMC) e outras instâncias multilaterais - contra as medidas que "castigam o povo cubano e o povo americano".

"As famílias cubanas não deveriam ser reféns de lutas políticas internas nos Estados Unidos", lamentou o chanceler, que reconheceu o impacto que as sanções representam para a economia cubana e para os chamados "cuentapropistas" do incipiente setor privado: "Gerarão carências ao nosso povo", destacou.

Mesmo assim, advertiu que as sanções "não poderão mover um fio da firme determinação de resistência das cubanas e dos cubanos nem aproximarão da realidade o velho anseio de derrubar a revolução cubana e controlar os destinos de Cuba".

"Tenho certeza que estas medidas, embora tenham um impacto provável na economia cubana, estão condenadas ao fracasso; o seu juro principal será gerar mais isolamento à política dos EUA contra Cuba. A economia cubana hoje está em muita melhor capacidade que anos atrás", frisou.

A decisão do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, de endurecer o embargo financeiro sobre a ilha busca aguçar a crise econômica que já atinge o país por causa da crise na Venezuela, seu principal aliado econômico, da queda das exportações, da ineficiência das empresas estatais e dos desastres meteorológicos recentes. EFE

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