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Macri anuncia líder do peronismo no Senado como candidato a vice-presidente

3.dez.2018 - O presidente da Argentina, Mauricio Macri - AP
3.dez.2018 - O presidente da Argentina, Mauricio Macri Imagem: AP

11/06/2019 18h19

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou nesta terça-feira que terá Miguel Ángel Pichetto, líder do Partido Justicialista no Senado, como candidato a vice-presidente na chapa com a qual tentará a reeleição nas eleições de outubro.

"Para tudo isso (que queremos fazer), precisaremos construir acordos com muita generosidade e patriotismo. Por isso, quero anunciar que Miguel Ángel Pichetto me acompanhará como candidato à vice-presidência da nação", escreveu Macri no Twitter.

Pichetto já anunciou que deixará a presidência do bloco dos senadores do Partido Justicialista, legenda que reúne a oposição peronista a Macri. Apesar de majoritário na casa, o movimento político é dividido em diversas alas. Uma delas é liderada pela ex-presidente Cristina Kirchner, que será candidata a vice na chapa de Alberto Fernández.

Macri chegou à presidência em dezembro de 2015 pela coalizão Mudemos, integrada por União Cívica Radical (UCR), Coalizão Cívica e Proposta Republicana, partido do qual Macri e a atual vice-presidente do país, Gabriela Michetti, fazem parte.

Mas preferiu um peronista para tentar a reeleição devido à complicada situação econômica no país, uma crise que fez sua popularidade despencar e que colocou Cristina na liderança das pesquisas de intenção de voto para outubro.

Em uma sequência de mensagens no Twitter, Macri explicou os motivos que levaram a escolher seu novo companheiro de chapa para as próximas eleições presidenciais. Segundo o presidente, o senador peronista é um "homem de Estado", a quem aprendeu a respeitar ao longo dos últimos anos pelo compromisso que Pichetto tem com o país e com as instituições.

"Os argentinos terão uma oportunidade histórica para consolidar nossa democracia. Nas próximas eleições decidiremos se queremos viver em uma república ou voltar a um autoritarismo populista", disse Macri.

"Queremos um país onde todos possam progredir a partir do trabalho. Para isso, precisamos nos integrar ao mundo e olhar para o futuro. Queremos uma democracia com pluralismo, liberdade de imprensa e defesa dos direitos humanos. Queremos combater o crime dentro da lei, sem falsas garantias", completou o presidente.

Pichetto faz parte da plataforma Alternativa Federal, ao lado de outras importantes figuras que se afastaram do kirchnerismo, como Sergio Massa, ex-chefe de gabinete de Cristina e candidato à presidência nas eleições vencidas por Macri.

O próprio líder do bloco peronista no Senado chegou a apresentar seu nome para entrar na corrida pela Casa Rosada, mas a proposta não ganhou fôlego dentro da Alternativa Federal. A plataforma tem se enfraquecido nos últimos meses devido à possibilidade de Massa se aliar a Cristina outra vez.

Na manhã de hoje, antes de ser anunciado como vice de Macri, Pichetto elogiou certos aspectos do governo, como a política externa, em entrevista a rádios locais. E chegou a reconhecer que votaria no atual presidente em caso de um eventual segundo turno entre ele e Cristina.

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