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Aumenta tensão por causa de novo ataque de Trump ao prefeito de Londres

16/06/2019 06h33

Londres, 16 jun (EFE).- O Partido Trabalhista do reino Unido reagiu hoje com indignação a um novo ataque do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao prefeito de Londres, Sadiq Khan, a quem classificou de "desgraça nacional" depois da morte de três jovens na capital britânica.

Trump retuitou a mensagem de Katie Hopkins, uma polêmica colunista inglesa de direita, que culpa Khan pela violência popular das últimas horas e acrescentou: "Londres precisa de um novo prefeito o mais rápido possível. Khan é um desastre e só piorará!".

Em outro tuíte, escreveu: "É uma desgraça nacional que está destruindo a cidade de Londres".

O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, considerou que "é absolutamente terrível" que Trump "use a tragédia do assassinato de pessoas para atacar o prefeito de Londres" e afirmou que Khan "está fazendo o correto ao apoiar a Polícia no exercício do seu trabalho".

"Katie e Trump procuram dividir em um momento em que devemos nos unir", afirmou o dirigente socialista.

Um porta-voz de Khan, o primeiro prefeito muçulmano da capital britânica, disse que "seus pensamentos estão com as famílias dos mortos e não vai perder seu tempo respondendo a tuítes deste tipo".

Catorze pessoas foram detidas pelo suposto assassinato entre sexta-feira e sábado de três homens, dois deles de menos de 20 anos, em ataques separados em vários pontos da cidade, o que eleva para 56 o número de homicídios neste ano (menos que os 77 do mesmo período em 2018).

Desde que chegou ao poder, Trump insultou em várias ocasiões Khan, que por sua vez rebateu seus comentários de divisão, opinando que ele não deveria ser recebido com honras de Estado no Reino Unido.

Diante do aumento da violência juvenil nos últimos anos, Khan pediu em vão ao Governo conservador que elimine os cortes impostos à Polícia e criou uma unidade especial para abordar o assunto como "um problema de saúde pública", com a coordenação das forças de segurança e as diversas agências sociais do Estado. EFE

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