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Xi Jinping visitará a Coreia do Norte nos dias 20 e 21 de junho

17/06/2019 09h24

Pequim, 17 jun (EFE).- O presidente da China, Xi Jinping, visitará a Coreia do Norte nos dias 20 e 21 de junho a convite do líder norte-coreano, Kim Jong-un, segundo informou nesta segunda-feira a agência oficial "Xinhua".

A agência cita um anúncio emitido pelo porta-voz do Departamento Internacional do Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCCh), Hu Zhaoming, cujo escritório assegura que os dois líderes se encontrarão "por ocasião do 70º aniversário do estabelecimento de laços diplomáticos".

"A visita é de grande relevância para construir com base nos sucessos do passado e avançar ainda mais na relação bilateral", acrescenta a informação.

A visita, que é a primeira de Xi ao país vizinho, acontecerá pouco antes da 14ª reunião do G20 que será realizada nos dias 28 e 29 de junho em Osaka, no Japão, e antes que o presidente americano, Donald Trump, visite a Coreia do Sul, uma viagem que ocorreria depois da cúpula.

Xi e Kim se reuniram em três ocasiões durante 2018 e uma vez em 2019, sempre em território chinês. A primeira das reuniões de 2018 aconteceu em Pequim (março), a segunda na cidade chinesa de Dalian (maio) e a terceira de novo na capital chinesa (junho).

Além disso, os líderes comunistas tiveram um encontro este ano em janeiro também em Pequim, mas não se viram em fevereiro quando Kim cruzou a China de trem para viajar para Hanói e reunir-se com Trump.

A reunião foi anunciada também depois que na semana passada o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, comentou que gostaria reunir-se este mês com Kim para destravar o diálogo sobre o desarmamento.

Moon disse em um fórum realizado em Oslo (Noruega) que espera poder se reunir com o líder norte-coreano antes do final de junho, quando está previsto que Trump visite a Coreia do Sul.

No entanto, os analistas consideraram que é difícil que ambos líderes coreanos possam realizar uma cúpula dada a escassa margem de tempo para organizar a reunião.

O atual diálogo sobre desnuclearização se encontra paralisado desde a segunda cúpula entre Kim e Trump que aconteceu no último mês de fevereiro em Hanói.

Na capital vietnamita, Pyongyang advogou uma desnuclearização gradual acompanhada da progressiva suspensão de sanções, enquanto Washington disse que não relaxaria sanção alguma até que o regime não tivesse eliminado seus programas nucleares, de mísseis e de armas químicas e biológicas.

As diferenças do regime com a Casa Branca afetaram também a relação intercoreana, que se encontra atualmente em ponto morto.

Desde fevereiro, a Coreia do Norte endureceu sua retórica com seu vizinho do Sul e inclusive lançou mísseis de curto alcance com o objetivo que Seul pressione a Washington para que modifique sua atual postura sobre o desarmamento.

Por outro lado, Trump revelou na segunda-feira passada ter recebido uma carta pessoal de Kim, o que suscita algumas esperanças sobre a possibilidade de que o diálogo possa ser reativado em breve. EFE

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