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Netanyahu pede que Europa apoie sanções dos EUA contra Irã

2019-07-08T17:03:00

08/07/2019 17h03

Jerusalém, 8 jul (EFE).- O primeiro-ministro interino de Israel, Benjamin Netanyahu, considerou nesta segunda-feira que a Europa deveria apoiar as sanções impostas ao Irã pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a confirmação de que o país está enriquecendo urânio acima do nível estipulado no acordo nuclear firmado em 2015.

Netanyahu dialogou via satélite com o pastor evangélico americano John Hagee durante uma conferência realizada em Nova York pela associação Cristã Unida por Israel. Em discurso, o premiê interino alegou que o pacto "sempre se baseou em uma mentira" que deu ao Irã "um caminho para obter um arsenal nuclear".

Para Netanyahu, o acordo multilateral assinado em 2015 por Irã e o chamado Grupo 5+1 - França, Reino Unido, Alemanha, China, Rússia e EUA -, do qual o governo de Trump se retirou no ano passado, "pavimentou" o caminho para que o Irã obtivesse a bomba e "piorou outros problemas" ao eliminar as sanções ao país.

O Irã deu ontem mais um passo para ultrapassar o nível de enriquecimento de urânio estabelecido pelo acordo. O governo do país alega que adota a medida por não ter recebido as contrapartidas assumidas pelos demais países signitários do acordo.

Diante da nova violação, os EUA ameaçaram impor mais sanções ao país e hoje prometeram seguir com a campanha de "pressão máxima" para evitar que o Irã construa uma arma atômica.

A postura da Casa Branca foi elogiada por Netanyahu, que pediu o restabelecimento das sanções aplicadas pelos demais países que assinaram o acordo nuclear de 2015.

Em maio de 2018, Trump ordenou a saída dos EUA do acordo nuclear e voltou a impor sobre a economia iraniana todas as sanções suspensas a partir do pacto, incluídas as que afetam o setor petroleiro, uma ação que foi elogiada por Israel.

Netanyahu também falou hoje por telefone sobre a questão iraniana com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que o convidou para visitar Moscou durante a cerimônia de celebração do 75º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. EFE

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