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Talibãs reivindicam ataques contra embaixada e comício de presidente no Afeganistão

Forças de segurança afegãs inspecionam o local de explosão de uma bomba em Cabul, Afeganistão - Omar Sobhani/Reuters
Forças de segurança afegãs inspecionam o local de explosão de uma bomba em Cabul, Afeganistão Imagem: Omar Sobhani/Reuters

Em Cabul

17/09/2019 08h58

O Talibã reivindicou a autoria dos ataques cometidos hoje em uma área próxima a um edifício do Ministério da Defesa e da embaixada dos Estados Unidos em Cabul, capital do Afeganistão, e outro próximo a um comício do presidente Ashraf Ghani, no norte do país, que deixou pelo menos 24 mortos.

Através de um comunicado, o porta-voz do partido insurgente, Zabihullah Mujahid, reivindicou a autoria dos dois atentados.

O ataque contra o comício de Ashraf Ghani, na província de Parwan, deixou segundo os insurgentes "28 membros das forças de segurança mortos, incluindo guardas do palácio presidencial e das forças especiais", enquanto fontes hospitalares e oficiais disseram à Agência Efe que o número de mortos é 24, incluindo mulheres e crianças, e outras 32 pessoas ficaram feridas.

Os talibãs justificaram o atentado em Parwan, durante o ato político de Ghani, pois defendem que as eleições presidenciais previstas para o próximo dia 28 são "falsas" e lembrou que já tinham advertido "advertido as pessoas a não irem a esses atos eleitorais".

Apesar da gravidade do atentado, nem o presidente, assim como os oficiais que o acompanhavam ficaram feridos.

Logo depois, ocorreu um segundo ataque em Cabul contra um escritório do Ministério da Defesa, que segundo Mujahid, "matou dezenas de soldados e funcionários do Ministério".

No entanto, não há informações oficiais do número de mortos ou feridos nesse ataque, que aconteceu a cerca de 300 metros da embaixada dos Estados Unidos.

Em agosto, os talibãs ameaçaram boicotar todo processo eleitoral com violência, a fim de impedir sua celebração, considerando que ele é manipulado por potências estrangeiras.

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