PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Esse conteúdo é antigo

Sem provas, Trump diz que Suleimani planejava explodir embaixada dos EUA no Iraque

"Pegamos um monstro total, o eliminamos e isso deveria ter ocorrido há tempos", defendeu o presidente americano - Kevin Lamarque/Reuters
"Pegamos um monstro total, o eliminamos e isso deveria ter ocorrido há tempos", defendeu o presidente americano Imagem: Kevin Lamarque/Reuters

09/01/2020 18h01

Washington, 9 jan (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, sem apresentar provas, que ordenou a morte do general Qassim Suleimani porque o Irã planejava explodir a embaixada americana no Iraque.

"Pegamos um monstro total, o eliminamos e isso deveria ter ocorrido há tempos. Fizemos isso porque (os iranianos) queriam explodir a embaixada e também por outras razões muito óbvias. Um dos nossos morreu, houve gente gravemente ferida justamente na semana anterior", afirmou Trump em entrevista na Casa Branca.

"Suleimani tinha mais de uma embaixada em mente", continuou o presidente americano.

O general, comandante da Força Quds, a divisão de elite da Guarda Revolucionária do Irã, foi assassinado no último dia 3 de janeiro em uma operação militar americana. Depois ordem de Trump, um drone atacou o comboio que o levava perto do aeroporto de Bagdá.

A ação, segundo o governo americano, foi uma resposta à morte de um empreiteiro americano em uma base militar no Iraque e à invasão da embaixada do país em Bagdá, um protesto organizado pelas Forças de Mobilização Popular (PMF, na sigla em inglês).

Além de Suleimani, o ataque dos EUA matou o vice-presidente da PMF, Abu Madhi al Muhandis.

Trump citou a ação armada em dezembro de 2012 contra o consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia, e criticou o ex-presidente Barack Obama pela gestão da crise. Na ocasião, o embaixador americano no país, Chris Stevens, foi morto no ataque.

Para o presidente americano, o mesmo poderia ter ocorrido em Bagdá. Trump considerou que as milícias xiitas poderiam ter feito reféns ou matar funcionários americanos se a Casa Branca não tivesse reagido rápido à invasão.

Internacional