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Coronavírus

Conteúdo publicado há
11 meses

Coronavírus se propaga pela Argentina, com 5.782 novos casos em 1 dia

Taxista usa máscara com a bandeira da Argentina em Buenos Aires durante pandemia do coronavírus - Ricardo Ceppi/Getty Images
Taxista usa máscara com a bandeira da Argentina em Buenos Aires durante pandemia do coronavírus Imagem: Ricardo Ceppi/Getty Images

De Buenos Aires

23/07/2020 02h47

A Argentina registrou nesta quarta-feira 5.782 novos casos de coronavírus, quebrando o recorde nacional diário pela segunda vez seguida, o que elevou o total de infectados desde o começo da pandemia para 141.900, segundo dados do Ministério da Saúde.

Além disso, nesta quarta foram confirmadas outras 98 mortes por covid-19. Com isso, já são 2.588 vítimas do vírus SARS-CoV-2 no país vizinho.

Buenos Aires continua como foco da pandemia em território argentino, com 49.549 casos notificados, 1.390 deles registrados hoje. Em outras cidades da província homônima, houve até agora 80.618 contágios, dos quais 3.801 entraram para as estatísticas nesta quarta.

Flexibilização da quarentena em momento crítico

Apesar do número crescente de casos, as autoridades decidiram na última segunda-feira começar a relaxar as medidas de isolamento social em Buenos Aires e em sua região metropolitana conhecida como Amba. Na área, vivem 14 milhões de pessoas.

A porcentagem de ocupação de leitos de terapia intensiva por todos os tipos de patologias na capital e arredores é de 64,3%, percentual que cai para 55% se levado em conta todo o território nacional.

Com uma economia em recessão há pelo menos dois anos, a Argentina vai afundando na crise devido à paralisação das atividades, provocada pela pandemia. Os níveis de inflação estão subindo, e cerca de um terço da população está em situação de pobreza.

A nova etapa da quarentena durará até 2 de agosto, embora a abertura esteja sujeita à evolução da propagação do vírus. Essa fase será aplicada na Amba e em outras regiões com grande circulação do SARS-CoV-2, como Jujuy e Chaco, enquanto no resto do país continua o que o governo definiu como "distanciamento social, preventivo e obrigatório".

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