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Bloomberg disponibiliza US$ 4 milhões à campanha de Biden na Flórida

Joe Biden durante Convenção Nacional do Partido Democrata dos Estados Unidos -
Joe Biden durante Convenção Nacional do Partido Democrata dos Estados Unidos

28/09/2020 18h20

Miami, 28 set (EFE).- O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg anunciou nesta segunda-feira que destinará US$ 4 milhões à campanha do candidato democrata à presidência, Joe Biden, na Flórida, um dos estados decisivos para as eleições do dia 3 de novembro.

Em comunicado enviado ao jornal "Miami Herald", o empresário, que foi pré-candidato democrata, explicou que os recursos serão destinados a organizações de base que trabalham com a divulgação entre as minorias e comunidades "subrepresentadas" com ações presenciais.

A pandemia de Covid-19 afetou o trabalho dessas organizações, disse Bloomberg, que ressaltou que ainda é necessário "engajar os eleitores, informá-los sobre o que está em jogo nesta eleição e garantir que eles saibam como fazer suas vozes serem ouvidas nas urnas".

"E isso é especialmente verdade na Flórida, onde as cédulas de votação já foram enviadas pelo correio e a votação antecipada começa em apenas três semanas", acrescentou o magnata.

Os recursos anunciados nesta segunda-feira fazem parte do compromisso de US$ 100 milhões de Bloomberg para apoiar a campanha de Biden na Flórida, estado onde o democrata está apenas 1,3% à frente de Trump nas pesquisas, segundo o site especializado "RealClear Politics".

Recentemente, o ex-prefeito anunciou que arrecadou mais de US$ 16 milhões para ajudar a pagar multas de até 32 mil ex-detentos por crimes não graves na Flórida, para que possam votar nas eleições presidenciais de novembro.

Os ex-detentos são, em sua maioria, negros, que são mais propensos a votar nos democratas, e latinos, que recuperaram seu direito de voto em um plebiscito de 2018, com uma grande votação a favor.

Entretanto, foram condicionados em 2019 por uma lei implementada pelo governador da Flórida, o republicano Ron DeSantis, que exige que eles paguem a restituição e outras custas judiciais antes de poderem votar novamente.

No domingo, o presidente Donald Trump, que busca a reeleição, chamou a ação da Bloomberg de "crime grave", como um suborno para que os eleitores votem em democratas.

"Ele está desesperado para voltar a cair na graça das pessoas que não só o derrotaram brutalmente, mas o fizeram parecer um completo tolo. Agora ele cometeu um crime grave", disse o mandatário em mensagem no Twitter.

Dos US$ 4 milhões divulgados nesta segunda-feira, US$ 1 milhão será usado para promover o voto entre negros no centro e no norte da Flórida, enquanto US$ 1,5 milhão irá para os eleitores em "áreas historicamente subrepresentadas no centro" do estado.

O US$ 1,5 milhão restante irá para o Somos PAC, que trabalha com eleitores hispânicos na Flórida Central, cuja presidente, Melissa Morales, disse ao jornal que o dinheiro de Bloomberg permitirá a expansão do trabalho e falar com centenas de milhares de eleitores latinos a menos de 40 dias para as eleições presidenciais.

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