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Parlamento venezuelano denuncia tentativa de assassinato de Maduro com drones

8.dez.2020 - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante entrevista coletiva à imprensa - Manaure Quintero/Reuters
8.dez.2020 - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante entrevista coletiva à imprensa Imagem: Manaure Quintero/Reuters

Da EFE, em Caracas

14/07/2021 02h49Atualizada em 14/07/2021 07h14

O presidente do Parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, denunciou nesta terça-feira que houve uma tentativa fracassada de assassinar o presidente do país, Nicolás Maduro, com drones no dia 22 de junho, quando ele inaugurou um monumento por ocasião do bicentenário da Batalha de Carabobo, que foi crucial na guerra de independência.

"Havia um plano para assassinar o presidente da República com drones. Quatro drones foram lançados em 22 de junho contra o evento em que o presidente Maduro estava, a inauguração do novo monumento para o bicentenário de (a batalha de) Carabobo", afirmou Rodríguez em entrevista coletiva.

Ele explicou que "os quatro drones foram desativados por nossos serviços de inteligência". O plano, segundo Rodríguez, envolvia também o assassinato de "todos os dignitários que estavam presentes na inauguração do monumento".

Embora tenha afirmado que não queria se antecipar às investigações, ele acusou a Colômbia de estar por trás desses planos.

Rodríguez disse ainda que "em breve saberemos onde os drones foram comprados" e "qual era o plano".

A gravação feita pela rede estatal Venezolana de Televisión (VTV) mostrou um corte no início do evento, passando subitamente de um momento em plena luz do dia para outro em que já havia anoitecido.

Em 24 de junho, no bicentenário da batalha, Maduro não participou do desfile da programação e permaneceu na capital, Caracas, onde liderou uma cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba).

Em 5 de julho, dia em que se comemora a assinatura do ato de independência, o líder venezuelano assistiu ao início do desfile do dia, mas depois deixou o camarote presidencial.

Denúncia

A denúncia desta suposta tentativa de assassinato contra Maduro, sobre a qual Rodríguez não apresentou provas, fez com que fosse um dia após a prisão do ex-deputado Freddy Guevara, um aliado próximo do líder da oposição Juan Guaidó, que também denunciou naquele mesmo dia ser vítima de "ameaças" e "assédio".

Guevara foi preso na segunda-feira pelo Serviço de Inteligência (Sebin) quando estava em uma rodovia em Caracas, e é apontado pelo Ministério Público por uma suposta "ligação com grupos extremistas e paramilitares associados ao governo colombiano".

"Como falharam nas tentativas de extrema violência para o Bicentenário de Carabobo (...) então lançaram a operação de criminosos e paramilitares e terroristas treinados na Colômbia", declarou Rodríguez em referência aos confrontos entre gangues e policiais que ocorreram no oeste de Caracas na semana passada.

O político chavista afirmou que mostrará um vídeo que estava no telefone celular de um dos criminosos "sobre o plano que teria que ser executado em 5 de julho, com um ataque ao presidente Maduro, e 6 e 7 de julho com o surto de violência desses grupos criminosos".

Além disso, Rodriguez mostrou supostas conversas de WhatsApp entre os opositores Leopoldo López, Emilio Graterón, Gilber Caro, Hasler Iglesias e Freddy Guevara.

Nessas conversas, de acordo com a versão dele, os cinco falaram em uma linguagem codificada sobre a preparação para os tiroteios da semana passada envolvendo gangues de criminosos no sudoeste de Caracas.

Esta não é a primeira vez que políticos governistas denunciam supostos planos de assassinato do presidente da Venezuela.

Uma dessas ocasiões foi em julho do ano passado, quando Maduro alegou que o presidente da Colômbia, Iván Duque, estaria preparando em uma área daquele país franco-atiradores para assassiná-lo, mas não mostrou nenhuma evidência.

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