Lançamento de foguete norte-coreano pode levar EUA a reforçarem defesas

Andrea Shalal e David Brunnstrom

Em Washington (EUA)

  • Kyodo/Reuters

    7.fev.2016 - Líder norte-coreano Kim Jong-un observa foguete lançado de base no nordeste da Coreia do Norte. Pyongyang afirma que o lançamento foi feito para colocar em órbita o satélite de observação da Terra Kwangmyong 4, enquanto autoridades internacionais e a ONU acusam o país de disfarçar o teste de um foguete balístico com capacidade de atingir os EUA

    7.fev.2016 - Líder norte-coreano Kim Jong-un observa foguete lançado de base no nordeste da Coreia do Norte. Pyongyang afirma que o lançamento foi feito para colocar em órbita o satélite de observação da Terra Kwangmyong 4, enquanto autoridades internacionais e a ONU acusam o país de disfarçar o teste de um foguete balístico com capacidade de atingir os EUA

O mais recente lançamento de foguete da Coreia do Norte pode levar os Estados Unidos a reforçarem seus sistemas de defesa de mísseis na Ásia, disseram autoridades norte-americanas e especialistas em defesa de mísseis, o que pode elevar a tensão nas relações entre EUA e China e ainda prejudicar as relações entre Pequim e Seul.

A Coreia do Norte afirma ter colocado um satélite em órbita no domingo (7), mas os EUA e seus aliados veem o lançamento como um disfarce para a tecnologia de mísseis balísticos de Pyongyang, que pode ser usada para disparar uma bomba nuclear.

Washington procurou reafirmar a seus aliados sul-coreanos e japoneses seu compromisso de defendê-los após o lançamento, que ocorreu na sequência do quarto teste nuclear norte-coreano, no dia 6 de janeiro.

Os EUA e a Coreia do Sul declararam que irão iniciar conversas formais a respeito da mobilização do sofisticado sistema Defesa Aérea Terminal de Alta Altitude (THAAD, na sigla em inglês) na península coreana "na data mais próxima possível".

Pequim, em atrito com os norte-americanos desde a reação de Washington à criação de suas ilhas artificiais no disputado Mar do Sul da China, logo expressou "profunda preocupação" com um sistema cujo radar poderia penetrar o território chinês.

Mas o recente lançamento norte-coreano, somado ao teste nuclear do mês passado, pode ser um "divisor de águas" para a Coreia do Sul e convencer políticos de Seul que ainda se mostram reticentes a tal medida, afirmou uma autoridade norte-americana.

A Coreia do Sul e os EUA disseram que, se o THAAD for instalado em solo sul-coreano, se concentraria unicamente em seu vizinho do norte.

Washington encaminhou um de seus sistemas THAAD para Guam em 2013, em reação a ameaças de Pyongyang, e atualmente analisa a possibilidade de converter um local de testes no Havaí, que abriga uma versão terrestre do sistema naval de defesa de mísseis Aegis, em uma instalação pronta para combates.

Alguns especialistas questionaram o quão eficiente o THAAD se mostraria contra o tipo de foguete de longo alcance lançado pela Coreia do Norte, e o Pentágono admitiu que o sistema ainda precisa ser testado contra esse tipo de dispositivo.

O THAAD foi concebido para interceptar e destruir mísseis balísticos e até hoje se mostrou eficaz para abater modelos de curto e médio alcance.

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