Vitória de Picciani não significa que bancada do PMDB optou contra impeachment, diz Cunha

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta quarta-feira, que a recondução de Leonardo Picciani (PMDB-RJ) à liderança da bancada do PMDB na Casa não pode ser interpretada como uma sinalização dos deputados peemedebistas contra o impeachment ou a favor do governo da presidente Dilma Rousseff.

Tido como o candidato do Palácio do Planalto, Picciani foi reeleito líder da bancada de deputados do PMDB por 37 votos a 30 do deputado Hugo Motta (PMDB-PB), candidato apoiado por Cunha.

“Não significa que a bancada optou por ser contra ou a favor do impeachment, não implica que a bancada vai ser contra ou a favor do governo”, disse Cunha a jornalistas, após o resultado da disputa interna peemedebista.

“Não acho que é vitória de ninguém nem derrota de ninguém, a bancada do PMDB decidiu na sua maioria como ela quer que ela seja conduzida”, avaliou.

O presidente da Câmara negou que a recondução de Picciani o tenha isolado dentro do partido e rejeitou a tese de que poderia deixar a sigla após a disputa.

Desde o ano passado, quando foram indicados nomes do PMDB para compor uma comissão especial que analisará a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, a divisão interna da bancada do PMDB ficou evidente.

Para Cunha, o futuro da bancada irá “depender muito da forma” como Picciani conduzir a liderança.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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