Especialistas de Brasil e EUA se reúnem para unir forças contra Zika vírus

BRASÍLIA (Reuters) - Especialistas médicos de Brasil e Estados Unidos se reuniram nesta quinta-feira para lançar uma parceria em pesquisa para encontrar uma vacina contra o Zika vírus, que se espalhou rapidamente nas Américas desde que apareceu pela primeira vez na região no ano passado.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse que os especialistas também vão unir recursos e conhecimento para desenvolver métodos melhores para testar as pessoas para o vírus e maneiras de erradicar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e do Zika, que tem sido ligado à microcefalia em recém-nascidos.

O Brasil tenta conter o surto de Zika que ameaça o comparecimento aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro neste ano em agosto.

Pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA e do Centro de Prevenção e Controle de Doenças do país (CDC, na sigla em inglês), ao lado de especialistas da Food and Drug Administration (FDA) e do Departamento de Saúde e Serviços Humanos se reuniram com seus pares dos principais centros de pesquisas biomédicas do Brasil.

Entre as questões enfrentadas por eles está a necessidade de concordar com a evidência de que o Zika está causando as centenas de casos confirmados de microcefalia.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), que declarou o surto de Zika uma emergência global de saúde pública em 1º de fevereiro, disse na semana passada que uma visão mais clara da relação da Zika com a microcefalia pode ser estabelecida nas próximas semanas.

Embora essa relação não tenha sido provada cientificamente, autoridades brasileiras, que têm lidado com um número de casos sem precedentes de bebês com microcefalia, dizem ter certeza que o Zika é a causa, porque a maioria dos casos de microcefalia aconteceu na Região Nordeste, a mais afetada pelo Zika.

"Não temos dúvida que a epidemia de microcefalia que estamos vendo no Brasil é causada pelo surto de Zika vírus", disse Castro a jornalistas durante a reunião desta quinta.

O Ministério da Saúde anunciou na quarta-feira que está considerando que a maioria dos 508 casos confirmados de microcefalia no país está ligado ao surto de Zika.

Castro disse que o país está tornando a notificação de todos os casos de Zika obrigatória, uma medida que não foi tomada anteriormente devido à falta de kits para realização de exames que confirmassem a doença.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, visitará o Brasil na próxima semana para se reunir com autoridades da área de saúde e visitar mães de bebês com microcefalia em Recife, epicentro da epidemia no Brasil, disse o ministro.

(Reportagem de Anthony Boadle)

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