Cuba anuncia fim da taxa de 10% para o dólar e ataca embargo antes da chegada de Obama

Frank Jack Daniel

Em Havana

  • YAMIL LAGE/AFP

Cuba fez um raro gesto de reciprocidade aos Estados Unidos nesta quinta-feira, três dias antes da histórica visita do presidente norte-americano, Barack Obama, mas a iniciativa foi acompanhada de uma retórica crítica contra décadas de sanções econômicas.

O ministro de Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou que Cuba irá remover a taxa de 10% sobre transações com dólares em espécie como resposta à decisão de Washington nesta semana de afrouxar duras restrições cambiais, mas somente depois de testar a nova liberdade de fazer comércio em dólares.

"Nos próximos dias vamos tentar fazer transferências em dólares com entidades bancárias em outros países e nos EUA para verificar se essas transações podem ser realizadas", disse Rodríguez à imprensa.

Para se sentirem confortáveis ao fazer negócios com Cuba, declarou ele, "os bancos precisam entender se essa medida significa que no futuro próximo essa perseguição financeira contra Cuba vai terminar".

Nesta semana, a Casa Branca removeu um regime de sanções de 1960 ao afrouxar restrições sobre comércio e turismo. O governo dos EUA afirmou que permitiria que os bancos norte-americanos processassem transações em dólar para Cuba contanto que nem o comprador nem o vendedor fossem instituições norte-americanas.

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