Tribunal da Turquia julga caso de suposta espionagem de jornalistas a portas fechadas

ISTAMBUL (Reuters) - Um tribunal da Turquia decidiu julgar um caso de dois proeminentes jornalistas acusados de espionagem a portas fechadas nesta sexta-feira, e aceitou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, como denunciante em um caso que atraiu críticas de todo o mundo.

Can Dundar, editor-chefe do jornal Cumhuriyet, e Erdem Gul, de 49 anos, chefe da redação em Ancara, estão sendo acusados de tentar derrubar o governo com a publicação, em maio passado, de um vídeo que supostamente mostra a agência de inteligência do país ajudando a enviar armas por caminhão para a Síria em 2014.

Erdogan, que acusou a cobertura do jornal de ser parte de uma tentativa de minar a posição da Turquia no cenário internacional, prometeu que Dundar irá "pagar caro". Os dois jornalistas podem ser condenados à prisão perpétua se forem considerados culpados.

Protestos anti-governo foram ouvidos quando a decisão de realizar o julgamento a portas fechadas foi anunciada na corte em Istambul.

O promotor pleiteou um julgamento confidencial porque alguns indícios envolvem segredos de Estado. Os advogados dos jornalistas, por sua vez, argumentaram que os indícios poderiam ser apresentados em uma sessão fechada, e que o restante dos procedimentos deveria continuar aberto à divulgação.

(Por Ayla Jean Yackley e Humeyra Pamuk)

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