Entrega de ajuda na Síria enfrenta cada vez mais dificuldades, diz ONU

Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - A Organização das Nações Unidas expressou preocupação nesta quinta-feira com entregas de ajuda paradas em áreas sob cerco na Síria, com comboios atrasados ou equipamento cirúrgico sendo removido, principalmente pelas forças do governo.

Jan Egeland, que chefia a força-tarefa sobre ajuda humanitária, pediu para que países como Rússia, Irã, China e Iraque pressionassem o governo do presidente da Síria, Bashar al-Assad, para que mais entregas de alimentos e remédios fossem permitidas.

"Nós ainda não tivemos acesso, uma luz verde, para ir até Douma, Daraya e leste de Harasta”, afirmou ele à imprensa depois que potências no Grupo Internacional de Apoio à Síria se reuniram para rever o progresso feito durante três meses de cessar-fogo.

Mais de 90 mil pessoas necessitadas estão retidas em Douma, área sob o cerco do governo, enquanto as condições são “horrendas” em Daraya, onde, segundo o Programa Mundial de Alimentos, algumas pessoas famintas são obrigadas a comer grama.

As Nações Unidas já conseguiram alcançar 150 mil pessoas que moram em 11 das 18 áreas sob cerco na Síria, de um total de quase 500 mil retidas nessas localidades.

Forças rebeldes estão cercando Foua e Kefraya, duas vilas xiitas em Idlib que receberam vários comboios. O restante está cercado pelo governo ou pelas forças aliadas do Hezbollah, com exceção de Deir al-Zor, cercada pelos militantes do Estado Islâmico.

Na semana passada, o governo deu autorização para mais três áreas cercadas, Irbin, Zamalka e Zabadani, mas as entregas ainda não aconteceram em meio a desentendimentos sobre o número de beneficiados, declarou Egeland.

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