Taliban anuncia início de ofensiva de primavera no Afeganistão

CABUL (Reuters) - O Taliban anunciou nesta terça-feira o início de uma ofensiva de primavera, prometendo realizar ações de grande escala contra bastiões do governo com o reforço de ataques suicidas e de guerrilha, para derrubar o gabinete apoiado pelo Ocidente.

O anúncio do início da "Operação Omari", assim batizada em homenagem ao mulá Mohammad Omar, falecido líder do Taliban, ocorre poucos dias depois de o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ter visitado Cabul e reafirmado o apoio de seu país a um governo de união nacional liderado pelo presidente afegão, Ashraf Ghani.

"A jihad contra o Exército infiel agressivo e usurpador é uma obrigação sagrada sobre nossas cabeças e nosso único recurso para restabelecer um sistema islâmico e recuperar nossa independência", disse o Taliban em um comunicado.

A insurgência ganhou força desde a retirada de tropas internacionais dos combates no final de 2014, e está mais forte do que em qualquer momento desde que foi expulsa do poder por forças apoiadas pelos norte-americanos em 2001.

Além de ataques suicidas e táticos, a ofensiva incluirá assassinatos de comandantes "inimigos" em centros urbanos, alertou o grupo no comunicado.

"A presente operação também empregará todos os meios à nossa disposição para prender o inimigo em uma guerra de desgaste que diminua a moral dos invasores estrangeiros e suas milícias armadas internas", afirmou.

Em consonância com seus comunicados recentes, os militantes ainda disseram que irão estabelecer uma boa governança em áreas que controlam e evitar baixas civis e danos à infraestrutura.

As estações vêm ditando o ritmo da violência no Afeganistão – a luta arrefece no inverno, quando as passagens nas montanhas ficam cobertas de neve, e é retomada na primavera e no verão.

Não está claro até que ponto o anúncio irá significar uma escalada imediata nos combates, que causaram 11 mil baixas civis no ano passado, mas a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e as autoridades afegãs disseram acreditar que haverá combates intensos em 2016.

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