Trabalhistas sofrem derrotas em eleições regionais britânicas, mas lideram em Londres

Por Elizabeth Piper e Elisabeth O'Leary

LONDRES/EDIMBURGO (Reuters) - O Partido Trabalhista britânico, principal sigla da oposição no país, perdeu menos terreno do que o esperado nas eleições locais nesta sexta-feira e está liderando a corrida pela prefeitura de Londres, o que dá a seu novo líder, Jeremy Corbyn, munição suficiente para refutar seus críticos.

Autoridades do partido disseram que o desempenho geral dos Trabalhistas, embora fraco, foi bom o bastante para frear qualquer questionamento de Corbyn, que opositores criticam por insistir em uma pauta esquerdista que carece de apoio amplo.

Na Escócia, o Partido Trabalhista foi empurrado para a terceira posição pelo Partido Conservador pela primeira vez desde que o país conquistou sua própria assembleia, um golpe esmagador para uma legenda que tinha ali um bastião tradicional há décadas.

Os Trabalhistas também perderam assentos na Inglaterra e no País de Gales, mas evitaram a derrota catastrófica que alguns haviam previsto. O quadro mudou pouco para os governistas Conservadores nestes dois países, mas melhorou para legendas menores, como o Partido da Independência da Grã-Bretanha, que é anti-União Europeia.

Corbyn, que foi eleito líder do partido no ano passado, durante uma onda de entusiasmo por mudanças e pelo fim da 'política do establishment' entre muitos correligionários majoritariamente mais jovens, comemorou pelo menos alguns resultados.

"Na noite passada, por toda a Inglaterra, estávamos recebendo previsões de que iríamos perder conselhos, e não perdemos. Conseguimos nos manter e ganhamos apoio em muitos lugares", disse.

"Nosso partido está de pé", afirmou em Sheffield, cidade do norte inglês onde sua legenda venceu uma eleição parlamentar suplementar.

Algumas fontes críticas de Corbyn disseram não ser o momento de se voltar contra o líder, que ainda desfruta do apoio de milhares de membros, muitos dos quais se uniram ao partido por sua causa.

Mas uma fonte, que pediu para não ser identificada devido à delicadeza do assunto, descreveu o desfecho das eleições como frustrante para o partido, tendo em conta que os Conservadores estão profundamente divididos em relação ao referendo do dia 23 de junho no qual os britânicos votarão para decidir se continuam filiados à UE.  

    (Reportagem adicional de William James, Paul Sandle e Andy Bruce)

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