"Queremos comida!", gritam venezuelanos em protesto perto de palácio presidencial

CARACAS (Reuters) - Forças de segurança venezuelanas usaram gás lacrimogêneo contra manifestantes que gritavam “Queremos comida!” perto do palácio presidencial em Caracas nesta quinta-feira, no mais recente protesto de rua no país que está em crise e é um dos integrantes da Opep.

Soldados da Guarda Nacional e a polícia bloquearam uma rua perto do Palácio Miraflores em Caracas, uma área que é tradicional bastião de apoio ao governo, depois que várias pessoas irritadas começaram a tentar se aproximar, afirmaram testemunhas à Reuters.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sob pressão intensa por causa do aumento da crise econômica no país sul-americano de 30 milhões de habitantes, tinha um discurso programado num comício nas proximidades.

O protesto surgiu como um desdobramento de longas filas por comida em mercados na área, segundo testemunhas.

"Eu estou aqui desde 8 da manhã. Não há mais comida nas lojas e supermercados”, disse uma mulher ao canal de informação pró-oposição Vivoplay.

Apesar de o país ter as maiores reservas mundiais de petróleo, os venezuelanos estão sofrendo com um sério desabastecimento de bens de consumo, de leite à farinha, com a inflação mais alta do planeta e com uma economia que vem encolhendo.

Maduro culpa a “guerra econômica” dos seus adversários e a queda nos preços mundiais de petróleo. Críticos afirmam que a crise é resultado do fracasso das políticas socialistas dos últimos 17 anos.

(Reportagem da redação em Caracas)

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