Forças Armadas dos EUA encerram proibição a membros transgêneros

WASHINGTON (Reuters) - O Pentágono encerrou nesta quinta-feira a proibição de que pessoas abertamente transgêneros sirvam nas Forças Armadas dos Estados Unidos, removendo formalmente o risco de expulsão das Forças Armadas dos EUA de milhares de pessoas devido a identidade de gênero.

O fim da proibição, que encerra uma das últimas barreiras para o serviço militar norte-americano, vem após uma decisão de 2011 para encerrar a proibição para que gays e lésbicas assumidos servissem, apesar de preocupações --que se provaram infundadas-- de que tal medida poderia ser um fardo muito pesado em períodos de guerra e atrapalhar a preparação para o combate.

"Estamos eliminando políticas que podem resultar em membros transgêneros sendo tratados diferentemente de seus pares, baseado somente em sua identidade de gênero em vez de em sua habilidade de servir", disse o secretário de Defesa dos EUA, Ash Carter, a jornalistas.

Carter disse que em 90 dias o Pentágono criará um manual para os comandantes sobre como liderar membros transgêneros e um guia para os médicos.

Em um ano, indivíduos transgêneros poderão se unir às Forças Armadas, afirmou ele.

Carter disse que baseado em um estudo realizado pela Rand Corporation, havia cerca de 2.500 membros transgêneros ativos nas Forças Armadas dos EUA e 1.500 membros da reserva.

(Reportagem de Idrees Ali, Yeganeh Torbati e Phil Stewart)

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