Governo quer que déficit primário de 2017 fique abaixo de R$170 bi, diz Meirelles
BRASÍLIA (Reuters) - O governo tem como objetivo que o déficit primário de 2017 seja menor do que o rombo de 170 bilhões de reais previsto para o governo central neste ano, disse nesta quinta-feira o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Em coletiva de imprensa, ele afirmou que os cálculos que estão sendo feitos para a meta fiscal de 2017 já consideram a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos à inflação do ano anterior, texto que ainda segue em tramitação inicial no Congresso Nacional.
Segundo Meirelles, a nova meta fiscal para 2017 deverá ser anunciada na próxima semana.
Por enquanto, o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que está no Legislativo conta com os números antigos, enviados pela presidente afastada Dilma Rousseff, e que preveem um déficit primário de até 65 bilhões de reais para o ano que vem.
O ministro da Fazenda disse que tentativas de variações abruptas na trajetória de despesas públicas foram mal sucedidas no passado, e que o governo está trabalhando com estimativas realistas.
"Certamente (o primário de 2017) será um número negativo, existe estimativa que possa ser superior a 100 bilhões de reais, mas isso já mostra trajetória declinante", afirmou.
Ele defendeu que os aumentos concedidos a servidores públicos são consistentes com a proposta de teto para o aumento de gastos.
Questionado sobre a proposta de reforma da Previdência, Meirelles afirmou que não há preocupação com calendário eleitoral e que o texto será apresentado ao Congresso quando tiver sido estruturado.
O ministro se esquivou de responder sobre uma possível alteração da meta de inflação para 2018, que será definida na tarde desta quinta-feira em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
(Por Marcela Ayres)