Projeções para inflação têm leve queda, estimativas do dólar recuam mais

SÃO PAULO (Reuters) - As projeções para a alta dos preços em 2016 e 2017 pouco se alteraram mesmo após novo alívio na inflação corrente e de novas reduções na perspectiva para o dólar, enquanto o cenário para a política monetária permaneceu inalterado no final de cada ano.

A pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira mostrou que a projeção para a alta do IPCA neste ano agora é de 7,26 por cento, 0,01 ponto percentual a menos do que na semana anterior.

Essa é a segunda semana seguida de queda na estimativa, após seis altas seguidas, mas permanece acima do teto da meta do governo, de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais.

Em junho, o IPCA desacelerou a alta a 0,35 por cento e voltou abaixo do patamar de 9 por cento em 12 meses pela primeira vez em um ano.

Em 2017, os especialistas consultados veem o IPCA subindo 5,40 por cento, contra 5,43 por cento no levantamento anterior, dentro da meta para 2017, que é de 4,5 por cento com tolerância de 1,5 ponto.

O Banco Central vem adotando uma postura dura sobre o compromisso de levar a inflação para o centro da meta, e tem reafirmando que não há condições ainda de reduzir a taxa básica de juros.

Para o dólar, o levantamento mostrou redução nas estimativas para 3,40 em 2016 e 3,55 reais em 2017, ante 3,46 e 3,70 reais respectivamente.

A pesquisa Focus, com uma centena de economistas, mostra ainda que a expectativa para a Selic, que atualmente está em 14,25 por cento, é de que finalize 2016 a 13,25 por cento e 2017 a 11 por cento, sem alterações.

Mas o Top 5 --grupo que mais acerta as projeções no Focus-- vê a taxa básica de juros a níveis mais altos. Para este ano, a expectativa subiu a 14,00 por cento, de 13,50 por cento, enquanto para 2017 chegou a 11,25 por cento, de 10,50 por cento.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o Focus mostra que é esperada uma contração de 3,30 por cento este ano, ante queda de 3,35 por cento vista antes. Em 2017 os especialistas preveem uma recuperação de 1 por cento, mantendo a estimativa.

(Por Camila Moreira)

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