Equipe de buscas do voo MH370 considera hipótese de estar procurando em lugar errado

Jonathan Barrett e Swati Pandey

Em Sydney (Austrália)

Os principais agentes da empresa de resgate holandesa que lidera a busca submarina pelo voo MH370, da companhia aérea Malaysia Airlines, disseram acreditar que o avião pode ter planado, em vez de mergulhado, nos momentos finais, o que significa que podem estar fazendo uma varredura no trecho errado de oceano há dois anos.

O voo MH370 desapareceu em março de 2014 com 239 passageiros e tripulantes a bordo quando voava de Kuala Lumpur para Pequim. Os agentes de resgate liderados pela empresa de engenharia Fugro vêm analisando uma área do tamanho aproximado da Grécia durante este período.

A busca ao longo de 120 mil quilômetros quadrados no sul do oceano Índico, na costa ocidental da Austrália, deve terminar em três meses, e pode ser cancelada após uma reunião entre Malásia, China e Austrália.

Em abril de 2015 os três países concordaram que, caso a aeronave não fosse localizada dentro da área de busca, e na ausência de qualquer indício crível, a área de busca não seria ampliada. Até agora, nada foi encontrado.

"Se não estiver lá, significa que está em outro lugar", disse o diretor de projetos da Fugro, Paul Kennedy, à agência de notícias Reuters.

Kennedy não exclui possibilidades extremas que poderiam impossibilitar a localização do avião na zona de busca, e ainda tem esperança de encontrá-lo. Mas ele e sua equipe argumentam que outra possibilidade é que a aeronave tenha planado -- o que significa que foi pilotada até o final -- e alcançou uma área fora dos cálculos das imagens de satélite.

"Se foi pilotada, poderia planar por um longo trecho", disse Kennedy. "Você pode planá-la até um local mais distante que nossa área de busca, então acredito que a conclusão lógica será que, bem, que talvez essa seja a outra possibilidade".

Questionar se as equipes de busca estão procurando no local certo provavelmente dará ensejo a pedidos para que todos os dados disponíveis sejam tornados públicos para que acadêmicos e companhias concorrentes possam tentar uma solução de "fonte aberta" -- uma resposta pública colaborativa ao maior mistério do setor aéreo.

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