Polícia Federal indicia ex-ministro Paulo Bernardo por suposta irregularidade no Planejamento

SÃO PAULO (Reuters) - A Polícia Federal indiciou nesta terça-feira o ex-ministro Paulo Bernardo no âmbito da operação Custo Brasil, que investiga irregularidades em contratos firmados pelo Ministério do Planejamento para o gerenciamento de crédito consignado com servidores públicos.

Em nota, a PF informou que 22 pessoas foram indiciadas na Custo Brasil pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

A nota não informa o nome dos indiciados, mas uma fonte com conhecimento do indiciamento disse à Reuters que Bernardo, ex-ministro dos governos Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, está entre os indiciados.

"Os autos foram enviados para o Ministério Público Federal, que poderá apresentar denúncia à Justiça Federal, reenviar o inquérito policial para a PF para a realização de novas diligências investigativas ou requerer o arquivamento da investigação à Justiça", informou a PF em nota.

Bernardo chegou a ser preso quando a Custo Brasil, um desdobramento da operação Lava Jato, foi deflagrada em junho, mas foi posteriormente libertado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF e o Ministério Público Federal, o ex-ministro recebeu recursos de propina paga por uma empresa contratada pelo Ministério do Planejamento para gerenciar o crédito consignado de servidores quando comandava a pasta.

Procurada para comentar o indiciamento do ex-ministro, a defesa de Paulo Bernardo não comentou imediatamente. Anteriormente, os advogados do ex-ministro negaram que ele tenha cometido quaisquer irregularidades.

(Reportagem de Eduardo Simões)

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