Inquérito da ONU culpa governo sírio por ataques com gás e deve provocar confronto sobre sanções

Por Michelle Nichols

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Tropas do governo sírio foram responsáveis por dois ataques com gás tóxico, e militantes do Estado Islâmico usaram gás mostarda, constatou nesta quarta-feira uma investigação conjunta da Organização das Nações Unidas e da agência global sobre armas químicas, de acordo com relatório visto pela Reuters.

O inquérito de um ano da ONU e da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq), autorizado de forma unânime pelo Conselho de Segurança da ONU, focou em nove ataques em sete áreas sírias, onde uma missão separada da Opaq já havia determinado que armas químicas tinham sido provavelmente usadas.

Os resultados indicam a possibilidade de um confronto no Conselho de Segurança entre as cinco potências com poder de veto, colocando provavelmente a Rússia e a China contra os Estados Unidos, o Reino Unido e a França, no debate sobre a possibilidade de sanções devido à investigação.

O inquérito descobriu que havia informações suficientes para concluir que helicópteros da Força Aérea síria jogaram dispositivos que liberaram substâncias tóxicas em Talmenes em 21 de abril de 2014 e Semin em 16 de março de 2015, ambas na região de Idlib. Os dois casos envolvem o uso de cloro.

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