Ministro da Economia francês renuncia para preparar possível candidatura à Presidência

Por Jean-Baptiste Vey e Leigh Thomas

PARIS (Reuters) - O ministro da Economia da França, Emmanuel Macron, renunciou nesta terça-feira para trabalhar em propostas "para transformar a França", abrindo caminho para uma candidatura presidencial que irá embaralhar ainda mais a eleição já bastante indefinida.

O ex-executivo de banco de investimento de 38 anos, um dos políticos mais populares do país, não disse explicitamente que vai concorrer na eleição de 2017, mas emitiu sinais fortes de que dará o passo que muitos esperam que ele dê.

"Estou determinado a fazer tudo para que nossos valores, ideias e ações possam transformar a França a partir do ano que vem", disse Macron, que criou seu próprio partido em abril, ao comunicar sua renúncia.

Ele disse que renunciou ao cargo porque "precisa estar livre" para trabalhar em um plano de transformação do país.

A posição de Macron no governo vinha se tornando cada vez mais incômoda, já que ele criticou repetidamente plataformas esquerdistas como a semana de trabalho de 35 horas e fundou a legenda 'En Marche' quatro meses atrás, afirmando que o partido não se inclina nem à esquerda nem à direita.

Uma fonte do círculo íntimo de Macron disse que a situação política de mudanças rápidas da nação – o ex-presidente Nicolas Sarkozy e dois ex-ministros socialistas declararam intenção de concorrer à presidência –forçaram uma tomada de posição do ministro, que, segundo a fonte, pretendia inicialmente deixar o posto em meados de setembro.

Se confirmada, a candidatura presidencial de Macron vai prejudicar ainda mais as chances de reeleição do atual mandatário, François Hollande, que pesquisas de opinião já indicam ter pouca probabilidade de sequer ir para um eventual segundo turno.

Hollande também tem desafiadores na esquerda, incluindo o ex-ministro das Indústrias Arnaud Montebourg e o ex-titular da Educação Benoît Hamon.

A porta-voz do 'En Marche' disse que primeiro o partido vai fazer uma campanha de porta em porta para avaliar as opiniões e registrar as queixas dos eleitores sobre a política francesa até o final de setembro.

"Depois disso faremos propostas, e depois disso lidaremos com as questões sobre a candidatura", afirmou ela.

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