Agência da ONU esnoba Taiwan e reconhece soberania da China sobre ilha

Por Allison Lampert e J.R. Wu

MONTREAL/TAIPÉ (Reuters) - Uma agência de aviação da Organização das Nações Unidas (ONU) esnobou Taiwan ao não convidar o país para sua assembleia no Canadá, o sinal mais recente da pressão que a China está fazendo sobre o novo governo de inclinação separatista de uma ilha que vê como uma província renegada.

Sob isolamento diplomático, Taiwan não é membro da ONU, que reconhece "uma China" centrada em Pequim. A China, por sua vez, vê a autogerida Taiwan como sujeita a ser tomada à força se necessário, particularmente se ensaiar uma independência.

Desde maio, quando a presidente Tsai Ing-wen e seu Partido Democrático Progressivo, que tradicionalmente defende a independência do continente, assumiram o poder em Taiwan, a China suspendeu os canais de comunicação oficiais.

A Organização Internacional de Aviação Civil (Icao, na sigla em inglês) disse que os preparativos para a assembleia, que acontece entre 27 de setembro e 7 de outubro em Montreal, não seguiram o padrão antes de uma reunião de 2013, quando a China pediu que Taiwan fosse convidado.

"A Icao segue a política de 'uma China' da ONU", disse o chefe de comunicações da agência, Anthony Philbin, à Reuters por e-mail. "Embora tenham sido feitos preparativos para sua presença na última (38ª) sessão da assembleia, não existem tais preparativos para esta."       

(Reportagem adicional de Faith Hung em Taipei e Sue-Lin Wong em Pequim)

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