Hollande diz que imigrantes de Calais serão enviados para centros de auxílio na França

PARIS (Reuters) - O presidente francês, François Hollande, informou neste sábado que milhares de imigrantes que vivem em uma favela perto de Calais, conhecida como “selva”, seriam dispersados pelo país, em uma tentativa de combater críticas sobre a forma com a qual lidou com a crise de imigração enfrentada pela Europa. 

Cerca de 9.000 vagas serão disponibilizadas em “centros de recepção e orientação” para imigrantes que vivem no campo próximo à cidade portuária, no norte da França, disse Hollande à rede i-Tele, após visitar uma instalação em Tours, 240 quilômetros a sudeste de Paris.

Os imigrantes serão divididos em grupos de 40 a 50 pessoas por um período limitado de três a quatro meses, disse o presidente. Aqueles que se enquadrarem nos critérios de asilo terão permissão para ficar na França, ao passo que outros serão deportados, afirmou.

“Não deve haver uma favela (dessas) na França”, disse o presidente, acrescentando que a meta era desmantelar o campo completamente. 

As instalações da favela, a qual Hollande vai visitar na segunda-feira, tornaram-se um símbolo da crise imigratória na França em uma época na qual a imigração é vista como um dos principais temas da eleição presidencial do próximo ano.

Imigrantes da favela regularmente entram em confronto com a polícia ao tentarem ir para o Reino Unido através do porto.

O ex-presidente Nicolas Sarkozy visitou Calais nesta semana, em sua campanha para voltar à Presidência no ano que vem, prometendo ser particularmente duro na questão imigratória.

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