Crimes violentos aumentam nos EUA em 2015 mas ficam distantes de pico, diz FBI

Por Julia Harte

WASHINGTON (Reuters) - Os crimes violentos cometidos nos Estados Unidos aumentaram em 2015, particularmente nas grandes cidades, mas continuaram bem abaixo dos picos dos anos 1990, afirmou o FBI em um relatório anual divulgado nesta segunda-feira.

O relatório mostrou que houve 1.197.704 homicídios e outros crimes violentos no país no ano passado. Em 2014 foram 1.153.022, enquanto em 1996, os crimes violentos alcançaram a cifra estimada de 1.688.540, de acordo com o FBI.

Veiculado no dia do primeiro debate presidencial entre o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton, o relatório pode "ser transformado em futebol político", disse Robert Smith, pesquisador da Escola de Direito de Harvard, em uma teleconferência realizada com outros especialistas em crime.

Na semana passada, Trump elogiou as táticas de policiamento agressivas, incluindo a abordagem conhecida como "pare e reviste".

Hillary vem pressionando por um controle maior das armas para ajudar a conter a violência e pediu diretrizes nacionais para o uso da força de policiais.

Estima-se que aconteceram 15.696 assassinatos nos EUA em 2015 --no ano anterior a estimativa foi de 14.164--, segundo o relatório. Ainda assim, a taxa foi mais baixa do que a de 2012 e dos anos anteriores, descobriu o FBI.

As cifras preliminares de 2015 divulgadas pelo FBI em janeiro já haviam apontado para um aumento de crimes violentos em cidades norte-americanas como Chicago, Baltimore e Washington, D.C.

No ano passado, o diretor do FBI, James Comey, alertou que os crimes violentos nos EUA podem mostrar uma elevação porque o escrutínio maior das táticas de policiamento criou um "vento gelado" que desestimula os policiais a usarem táticas agressivas.

O aumento dos crimes vem se concentrando em bairros segregados e empobrecidos de grandes cidades. Especialistas dizem que os crimes podem ser mais bem combatidos nestes locais por meio de um melhor policiamento comunitário e alternativas ao encarceramento por crimes sem violência.

(Reportagem adicional de Susan Heavey, em Washington)

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