Catalunha diz que fará referendo de independência com ou sem aval da Espanha

Por Angus Berwick e Tomás Cobos

MADRI (Reuters) - A Catalunha fará um referendo sobre a independência da Espanha no ano que vem quer o governo central de Madri concorde ou não, disse o líder regional Carles Puigdemont nesta quarta-feira.

Puigdemont disse ao parlamento catalão que está disposto a discutir os termos de um referendo com Madri, que vem se opondo firmemente a tal votação na região norte do país, mas que de qualquer maneira irá realizar a consulta em setembro próximo.

Em agosto, a Corte Constitucional da Espanha anulou uma resolução da assembleia da Catalunha para levar a independência adiante, aprofundando o cisma entre os separatistas e o governo central do conservador Partido Popular (PP).

    "Existe um consenso enorme de que a fórmula ideal é um referendo acertado com o Estado espanhol", afirmou Puigdemont ao parlamento. Ele disse que irá debater o fraseado da pergunta e sua data em uma votação.

    "Mas se até julho não tiver havido uma resposta positiva (do governo central), estaremos preparados para subir o último degrau e convocar um referendo para a segunda quinzena de setembro do ano que vem", disse.

    O apoio à separação catalã cresceu nos últimos meses – quase 48 por cento dos catalães o endossavam em uma pesquisa de opinião de julho – no momento em que os principais partidos da Espanha se mostram incapazes de romper o impasse para a formação de um governo central.

    Puigdemont, que tomou posse como líder em janeiro, disse que o parlamento catalão irá aprovar todas as leis necessárias para um Estado independente até o final de julho do próximo ano, quando termina um plano de 18 meses para a transição planejada de seu governo.

    O primeiro-ministro espanhol interino, Mariano Rajoy, se recusou a estudar quaisquer medidas que possam ajudar a Catalunha, responsável por quase um quinto da produção nacional, a realizar um referendo de adoção obrigatória. Em julho seu governo disse que irá abrir processos criminais contra o presidente do parlamento catalão por permitir que seus parlamentares votem pela independência.

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