Cuba celebra indicação de embaixador dos EUA, mas diz que Obama pode fazer mais

Por Sarah Marsh

HAVANA (Reuters) - A indicação do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de um embaixador para Cuba é bem-vinda, mas mesmo assim ele deveria fazer mais para normalizar as relações entre os dois países durante o tempo que ainda terá no cargo, disse um funcionário de alto escalão do governo de Havana nesta quarta-feira.

Gustavo Machín, vice-diretor para Assuntos dos EUA no Ministério das Relações Exteriores cubano, disse em uma coletiva de imprensa que seu país irá expressar estas preocupações durante uma reunião de uma comissão bilateral na sexta-feira em Washington.

"A delegação cubana irá enfatizar a falta de avanços na esfera econômica e comercial", disse Machín. "Consideramos que as medidas adotadas pelo governo do presidente Obama são positivas, mas ainda insuficientes e limitadas."

Na terça-feira, Obama indicou o diplomata de carreira Jeffrey DeLaurentis, principal autoridade da embaixada norte-americana em Havana desde que as relações foram restauradas no ano passado, como o primeiro embaixador dos EUA em Cuba em mais de cinco décadas.

Isso foi uma notícia "bem-vinda", afirmou Machín – Cuba nomeou seu embaixador para os EUA um ano atrás. Ainda assim, a indicação precisa ser aprovada pelo Senado, atualmente controlado pelos republicanos, o que é visto como algo incerto em um ano de eleição presidencial e levando em conta que se espera uma grande resistência de senadores cubano-norte-americanos como Marco Rubio, da Flórida, e Ted Cruz, do Texas.

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