Papa nomeia novo grupo de cardeais, inclui brasileiro e aumenta lista de possíveis sucessores

Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco promoveu 17 prelados católicos de todo o mundo para a alta categoria de cardeais no domingo, entre eles 13 com menos de 80 anos de idade e, portanto, são passíveis de sucedê-lo um dia.

Na lista dos novos cardeais está o brasileiro dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília.

Os cardeais, que usam chapéus vermelhos e são conhecidos como "príncipes da igreja", são os membros mais graduados da hierarquia católica depois do papa e servem como seus principais conselheiros em todo o planeta e no Vaticano.

Indicar novos cardeais é um dos poderes mais significativos do papado, já que permite ao pontífice imprimir sua marca no futuro da igreja global de 1,2 bilhão de fiéis.

Os cardeais de menos de 80 anos de idade, conhecidos como cardeais eleitores, podem participar de um conclave secreto para escolher um novo papa em suas próprias fileiras depois que Francisco morrer ou renunciar. Francisco, ex-cardeal arcebispo de Buenos Aires, foi eleito em um conclave no dia 13 de março de 2013.

Os novos cardeais eleitores vêm de Itália, República Centro-Africana, Espanha, Estados Unidos, Brasil, Bangladesh, Venezuela, Bélgica, Ilhas Maurício, México e Papua-Nova Guiné.

Significativamente, Francisco disse que o atual embaixador do Vaticano na Síria, o arcebispo italiano Mario Zenari, será promovido, mas permanecerá em seu posto para mostrar a preocupação da igreja com a "Síria amada e martirizada" –uma alusão à guerra civil devastadora no país.

Acredita-se que é a primeira vez na história recente que um embaixador do Vaticano, conhecido como núncio, terá o cargo de cardeal.

O papa já fez numerosos apelos por um fim à guerra na Síria, e no mês passado exortou as forças a pararem de bombardear civis na cidade de Aleppo, alertando que um dia irão enfrentar o julgamento de Deus.

Entre os quatro novos cardeais com mais de 80 anos de idade, que recebem a promoção como uma honraria simbólica para agradecê-los por seu longo serviço à igreja, está Ernest Simoni, de 88 anos, padre albanês que passou muitos anos na prisão e em trabalhos forçados durante a ditadura comunista de Enver Hoxha, que morreu em 1985.

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