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Coreia do Norte faz alerta a críticos dos EUA antes de novo encontro entre Kim e Trump

12.jun.2018 - Kim Jong-un pede novo encontro a Donald Trump - Susan Walsh/AP
12.jun.2018 - Kim Jong-un pede novo encontro a Donald Trump Imagem: Susan Walsh/AP

Por Jack Kim e Josh Smith

24/02/2019 11h53

HANÓI (Reuters) - A Coreia do Norte alertou o presidente Donald Trump neste domingo para que não ouça críticos norte-americanos que tentam boicotar a melhora das relações diplomáticas entre os países, enquanto o líder Kim Jong Un atravessa a China de trem para uma segunda reunião com Trump no Vietnã.

Os dois líderes se reunirão em Hanói na quarta e na quinta-feira, oito meses depois da cúpula histórica em Cingapura, a primeira entre um presidente norte-americano e um líder norte-coreano, na qual prometeram trabalhar para a desnuclearização da península coreana.

Mas o acordo vagamente formulado produziu na prática poucos resultados e senadores democratas dos EUA e autoridades de segurança alertaram Trump contra um acordo que pouco faria para conter as ambições nucleares da Coreia do Norte.

A agência de notícias estatal KCNA, da Coreia do Norte, disse que essa oposição dentro dos EUA visa boicotar as negociações.

"Se a atual administração dos EUA ler os rostos dos outros, ouvir os outros, poderá se deparar com o sonho despedaçado de melhorar as relações com a RPDC (República Popular Democrática da Coreia) e a paz mundial e perder essa rara oportunidade histórica", disse a agência de notícias.

O governo Trump pressionou a Coreia do Norte a desistir de seu programa de armas nucleares, que, combinado com suas capacidades de mísseis, representariam uma ameaça aos Estados Unidos.

Mas uma semana antes de seu segundo encontro com Kim, Trump sinalizou um possível abrandamento dessa postura, dizendo que adoraria poder remover as sanções se houvesse progresso significativo na desnuclearização.

O presidente norte-americano também disse que não estava com pressa e que não tinha agenda urgente para a desnuclearização da Coréia do Norte, insinuando uma abordagem mais gradual e recíproca, que Pyongyong pede há muito tempo.

A Coreia do Norte também quer garantias de segurança e um fim formal da Guerra da Coreia (1950-1953), que terminou com uma trégua, não um tratado.

(Reportagem adicional de Joyce Lee, Ju-min Park, Soyoung Kim, Hyonhee Shin, James Pearson)